Está para entrar em vigor a unificação da Língua Portuguesa que prevê, entre outras coisas, um alfabeto de 26 letras ---------------- "A frequência com que eles leem no voo é heroica!". Ao que tudo indica, a frase inicial desse texto possui pelo menos quatro erros de ortografia. Mas até o final do ano, quando deve entrar em vigor o "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", ela estará corretíssima. Os países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste terão, enfim, uma única forma de escrever.
As mudanças só vão acontecer porque três dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram as regras gramaticais do documento proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e esperavam a terceira adesão, que veio no final do ano, em novembro, por São Tomé e Príncipe.
Tão logo as regras sejam incorporadas ao idioma, inicia-se o período de transição no qual ministérios da educação, associações e academias de Letras, editores e produtores de materiais didáticos recebam as novas regras ortográficas e possam, gradativamente, reimprimir livros, dicionários, etc.
O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.
Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar as mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.
O que muda
As novas normas ortográficas farão com que os portugueses, por exemplo, deixem de escrever "herva" e "húmido" para escrever "erva" e "úmido". Também desaparecem da língua escrita, em Portugal, o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como nas palavras "acção", "acto", "adopção", "baptismo", "óptimo" e "Egipto".
Mas também os brasileiros terão que se acostumar com algumas mudanças que, a priori, parecem estranhas. As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiro terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo".
Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem".
O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do "k", do "w" e do "y" e o acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição).
Outras duas mudanças: criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos", além da eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".
Antônio Houaiss
A escrita padronizada para todos os usuários do português foi um estandarte de Antônio Houaiss, um dos grandes homens de letras do Brasil contemporâneo, falecido em março de 1999. O filólogo considerava importante que todos os países lusófonos tivessem uma mesma ortografia. No seu livro "Sugestões para uma política da língua", Antônio Houaiss defendia a essência de embasamentos comuns na variedade do português falado no Brasil e em Portugal
Perguntaram ao Dalai Lama: O que mais o surpreende na Humanidade?
E ele respondeu: "Os homens, porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente e nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer, e morrem como se nunca tivessem vivido."
Em 1674, São Francisco de Assis fundou a primeira casa que concedia empréstimos aos pobres com garantia de roupas, móveis ou jóias, que se chamou em italiano ‘monte di pietà’ (monte de piedade). Nesta expressão, ‘monte’ alude a uma soma ou quantia em dinheiro que está à disposição para empréstimos.
A idéia estendeu-se rapidamente e outras casas semelhantes foram criadas na Itália e em outros países. Na França, chamou-se ‘mont de piété’ e em Portugal ‘monte de piedade’ ou montepio.
Esta idéia do século XVII foi retomada na segunda metade do século passado pelo banqueiro bengalês Muhammad Yunus, que fundou o banco Grameen para pessoas de poucos recursos e que não pudessem oferecer garantias. Esta iniciativa lhe valeu o prêmio Nobel da Paz em 2006.
A palavra montepio, no entanto, não se aplica hoje a iniciativas como a de Yunus. Trata-se de um conceito que hoje corresponde mais aos fundos de pensão.
O inesquecível personagem de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe, trouxe inúmeros pensamentos sábios ao mundo. Uma de suas constatações nos diz que as pessoas grandes adoram números. "Quando a gente fala de um novo amigo, elas nunca se interessam em saber como ele realmente é." - afirma ele. "Não perguntam: Qual é o som da sua voz? Quais são seus brinquedos preferidos? Ele coleciona borboletas? Mas sempre perguntam: Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa?Quanto o pai dele ganha? Só então elas acham que o conhecem." - termina ele por dizer. Exupéry nos convida a redescobrimos o que há de bom na infância, a redescobrir a pureza, a essência das coisas e da vida. E quando nos fala, de forma até inocente, sobre as pessoas e os números, nos alerta para algo muito grave: viciamo-nos em números. Associamos o tempo sempre a números. Esquecemos que os numerais atribuídos à medição do tempo são convenções, e nos escravizamos a elas. Muito tempo; pouco tempo; não vai dar tempo; tempo de sobra. 60 segundos; 60 minutos; 24 horas; 365 dias - são números que parecem nos perseguir. Vivem em nossos sonhos, pesadelos e em nossas urgências maiores. Esquecemos que o tempo é oportunidade, é sucessão de experiências e de fatos, e que deve ser aproveitado ao máximo, tendo em vista nosso crescimento espiritual. 15 anos de vida; 30 anos; quarentões; sessentões; terceira idade - são todos rótulos que criamos no mundo, e que, na verdade, não correspondem à idade verdadeira, à idade da alma. A idade da alma está associada não ao tempo dos números, mas à disposição, ao humor, ao ânimo, à coragem. Encantamo-nos ao ver relatos de pessoas que depois dos 90 anos vão aprender a ler, e dizem-se realizados, sentindo-se mais jovens do que nunca! Não é força de expressão! Elas são jovens mesmo. A idade do corpo pode ser disfarçada, maquiada. A da alma, nunca. Como avaliar, julgar alguém, pelo número de dígitos em sua folha de pagamento? Pelas roupas que pode comprar; pelas viagens que pode fazer; pelo ano de seu automóvel? Dizendo assim, parece absurdo, exagero, mas é a forma de muitos procederem no que diz respeito aos números e aos julgamentos que fazemos. Muitos têm números como objetivos: números na balança; números das loterias; número de clientes; números de metas de vendas, etc. Ainda não descobriram que o mundo verdadeiro não é feito de numerais, que os objetivos maiores da vida, as aquisições de maior valor, nunca poderão ser mensuradas desta forma. É tempo de conhecer os outros e a nós mesmos pelo que somos, e não por tudo aquilo que os números podem contar. Números nunca poderão medir felicidade. Números nunca poderão mensurar alegria. Nunca poderão ponderar o amor.
* * *
Mas se neste mundo ainda não pudermos escapar dos números, pensemos nestes: Quantos sorrisos damos ao dia? Há quanto tempo não dizemos que amamos alguém? Não este "Eu te amo" de novela, mas aquele dito e sentido por todas as partes da alma. Quantos segundos dura seu abraço? Qual a data que você escolheu para abandonar um vício, para se libertar de algo que o escraviza? Quantos dias faltam para você começar a ser feliz?
Texto da Redação do Momento Espírita com base em citação da obra O pequeno príncipe, do livro Felicidade, amor e amizade - a sabedoria de Antoine de Saint-Exupéry, ed. Sextante.
Melhor filme Babel Os Infiltrados Cartas de Iwo Jima Pequena Miss Sunshine A Rainha
Melhor diretor Babel (Alejandro González Iñárritu) Os Infiltrados (Martin Scorsese) Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood) A Rainha (Stephen Frears) Vôo 93 (Paul Greengrass)
Melhor ator Leonardo DiCaprio (Diamante de Sangue) Ryan Gosling (Half Nelson) Peter O´Toole (Venus) Will Smith (À Procura da Felicidade) Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)
Melhor atriz Penélope Cruz (Volver) Judi Dench (Notas sobre um Escândalo) Helen Mirren (A Rainha) Meryl Streep (O Diabo Veste Prada) Kate Winslet (Pecados Íntimos)
Melhor ator coadjuvante Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine) Jackie Earle Haley (Pecados Íntimos) Djimon Hounsou (Diamante de Sangue) Eddie Murphy (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho) Mark Wahlberg (Os Infiltrados)
Melhor atriz coadjuvante Adriana Barraza (Babel) Cate Blanchett (Notas sobre um Escândalo) Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) Jennifer Hudson (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho) Rinko Kikuchi (Babel)
Melhor roteiro original Babel (Guillermo Arriaga) Cartas de Iwo Jima (roteiro de Iris Yamashita; argumento de Iris Yamashita e Paul Haggis) Pequena Miss Sunshine (Michael Arndt) O Labirinto do Fauno (Guillermo del Toro) A Rainha (Peter Morgan)
Melhor roteiro adaptado Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (roteiro de Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Peter Baynham e Dan Mazer; argumento de Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Anthony Hines e Todd Phillips) Filhos da Esperança (Alfonso Cuarón, Timothy J. Sexton, David Arata, Mark Fergus e Hawk Ostby) Os Infiltrados (William Monahan) Pecados Íntimos (Todd Field e Tom Perrotta) Notas sobre um Escândalo (Patrick Marber)
Melhor fotografia A Dália Negra (Vilmos Zsigmond) Filhos da Esperança (Emmanuel Lubezki) O Ilusionista (Dick Pope) O Labirinto do Fauno (Guillermo Navarro) O Grande Truque (Wally Pfister)
Melhor edição Babel (Stephen Mirrione e Douglas Crise) Diamante de Sangue (Steven Rosenblum) Filhos da Esperança (Alex Rodríguez e Alfonso Cuarón) Os Infiltrados (Thelma Schoonmaker) Vôo 93 (Clare Douglas, Christopher Rouse e Richard Pearson)
Melhor direção de arte Dreamgirls (Direção de arte: John Myhre/ Set: Nancy Haigh) O Bom Pastor (Direção de arte: Jeannine Oppewall/ Set: Gretchen Rau e Leslie E. Rollins) O Labirinto do Fauno (Direção de arte: Eugenio Caballero/ Set: Pilar Revuelta) Piratas do Caribe - O Baú da Morte (Direção de arte: Rick Heinrichs/ Set: Cheryl A. Carasik) O Grande Truque (Direção de arte: Nathan Crowley/ Set: Julie Ochipinti)
Melhor figurino A Maldição da Flor Dourada (Yee Chung Man) O Diabo Veste Prada (Patricia Field) Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (Sharen Davis) Maria Antonieta (Milena Canonero) A Rainha (Consolata Boyle)
Melhor trilha sonora Babel (Gustavo Santaolalla) The Good German (Thomas Newman) Notas sobre um Escândalo (Philip Glass) O Labirinto do Fauno (Javier Navarrete) A Rainha (Alexandre Desplat)
Melhor canção I Need to Wake Up, de Uma Verdade Inconveniente (Melissa Etheridge) Listen, de Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (música de Henry Krieger e Scott Cutler, letra de Anne Preven) Love You I Do, de Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (música de Henry Krieger, letra de Siedah Garrett) Our Town, de Carros (Randy Newman) Patience, de Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (música de Henry Krieger, letra de Willie Reale)
Melhor maquiagem Apocalypto (Aldo Signoretti e Vittorio Sodano) Click (Kazuhiro Tsuji e Bill Corso) O Labirinto do Fauno (David Marti e Montse Ribe)
Melhor edição de som Apocalypto (Sean McCormack e Kami Asgar) Diamante de Sangue (Lon Bender) A Conquista da Honra (Alan Robert Murray e Bub Asman) Cartas de Iwo Jima (Alan Robert Murray) Piratas do Caribe - O Baú da Morte (Christopher Boyes e George Watters 2º)
Melhor mixagem de som Apocalypto (Kevin O´Connell, Greg P. Russell e Fernando Camara) Diamante de Sangue (Andy Nelson, Anna Behlmer e Ivan Sharrock) Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (Michael Minkler, Bob Beemer e Willie Burton) A Conquista da Honra (John Reitz, Dave Campbell, Gregg Rudloff e Walt Martin) Piratas do Caribe - O Baú da Morte (Paul Massey, Christopher Boyes and Lee Orloff)
Melhor efeito especial Piratas do Caribe - O Baú da Morte (John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson e Allen Hall) Poseidon (Boyd Shermis, Kim Libreri, Chaz Jarrett e John Frazier) Superman Returns (Mark Stetson, Neil Corbould, Richard R. Hoover e Jon Thum)
Melhor animação Carros, de John Lasseter Happy Feet - O Pingüim, de George Miller A Casa Monstro, de Gil Kenan
Melhor filme estrangeiro After the Wedding (Dinamarca) Dias de Glória (Argélia) A Vida dos Outros (Alemanha) O Labirinto do Fauno (México) Water (Canadá)
Melhor documentário em longa-metragem Deliver Us from Evil Uma Verdade Inconveniente Iraq in Fragments Jesus Camp My Country, My Country
Melhor documentário em curta-metragem The Blood of Yingzhou District Recycled Life Rehearsing a Dream Two Hands
Melhor animação em curta-metragem The Danish Poet (Torill Kove) Lifted (Gary Rydstrom) The Little Matchgirl (Roger Allers e Don Hahn) Maestro (Geza M. Toth) No Time for Nuts (Chris Renaud e Michael Thurmeier)
Melhor curta-metragem Binta and the Great Idea (Binta Y La Gran Idea) (Javier Fesser e Luis Manso) Éramos Pocos (One Too Many) (Borja Cobeaga) Helmer & Son (Soren Pilmark e Kim Magnusson) The Saviour (Peter Templeman e Stuart Parkyn) West Bank Story (Ari Sandel
@ Você sabe qual é a origem do símbolo arroba ? Na idade média os livros eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos. Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra ( um "m" ou um "n) que nasalizava vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar. O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco" , ficou com a abreviatura "Phco." E "Pco". Daí foi fácil Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco. Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe. Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras : &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and. Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de". Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo : O registro contábil 10@£3 significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês como at (a ou em). No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso. Para o entendimento contribuíram duas coincidências : 1 - a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a inicial lembra a forma do símbolo; 2 - os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de 10@£3"assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba. Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba ( 15kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal ( 58,75 kg ). As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados) . O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores. Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim, " Fulano@Provedor X" ficou significando "Fulano no provedor X". Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma, em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco); em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular : shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários paises europeus.
(Retirado do livro: A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta).
"Carla Chamorro, que ajudou a transformar Morro Reuter na cidade dos livros, trabalha agora pelos leitores de Picada Café". A idéia é simples, mas funcional: uma sacola com 30 livros passa de casa em casa, como as imagens religiosas durante as novenas - será que ainda se faz isso?
O material emprestado desperta o gosto pela leitura, atrai possíveis consumidores e torna o livro acessível a quem não tem tempo ou dinheiro ou nenhum dos dois. Bela iniciativa.
Deu na Zero Hora de hoje, matéria de capa: "Se depender do papa Bento XVI, as missas - pelo menos em parte - serão celebradas em latim daqui por diante e católicos divorciados continuarão sem direito ao sacramento da Eucaristia. É o que propõe o documento Sacramentum Caritatis (Sacramento do Amor), divulgado ontem pela Santa Sé." Eu me pergunto em quê isso pode contribuir para os objetivos da igreja. Se a missa já é um teatro de gestos e música, pelo menos todos entendem a linguagem e participam ativamente, alguns com verdadeiro fervor e entrega. Mas se a língua que o padre falar for o latim, quem vai entender? Bom, pelo menos terá a desculpa para desobedecer as instruções repassadas...
Numa recente feira de informática (Comdex), Bill Gates fez uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística, declarando:
"Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão (algo como 420 km/l)".
A General Motors, respondendo "na bucha", divulgou o seguinte comentário: Se a Microsoft fabricasse carros:
01 - Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo. 02 - Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na Auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porque! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente... Em seguida sentar se no banco, abrir o vidro,colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente. 03 - Ocasionalmente a execução de uma manobra a esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse... Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como "normal". 04 - A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas. 05 - Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituídas por um simples "Falha Geral ou Defeito Genérico" (permitindo que sua imaginação identifique o erro!). 06 - Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda. 07 - Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: "Você tem certeza que quer usar o air bag?". 08 - No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o radio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo "Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!" 09 - Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o radio ou o pisca-alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente. 10 - A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil: voltaria a auto-escola para tirar uma nova carteira de Motorista. 11 - Para desligar o carro, você teria de apertar o botão "Iniciar". 12- A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!
Pedro Simon (PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro /RS)
Data
13/02/2007
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
O SR. PEDRO SIMON (PMDB - RS. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Obrigado pelos dois minutos a mais, Sr. Presidente.
Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, a Srª Rosa Cristina, mãe da criança tão tristemente comentada pelo que aconteceu com ela no Rio de Janeiro, pede uma audiência com o Presidente do Senado Federal. Talvez, amanhã, ela converse com o Presidente Renan.
Venho a esta tribuna para ler uma Carta Aberta que faço à Srª Rosa Cristina.
O encontro dos presidentes Lula e Bush, além de consagrar o trabalho do corpo diplomático dos dois países envolvidos no assunto, serviu para marcar o estilo "conversa de botequim" do brasileiro. Orgulho nacional. A piada do tal ponto G, dirigida aos ouvidos puritanos dos visitantes ilustres, não deixou de ser inoportuna, mas nós, brasileiros, sabemos que nosso líder idolatra esse tipo de linguagem chula que a corte aplaude sem piscar. A brincadeira começou um pouco antes, quando o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se referiu às práticas "íntimas" entre o Brasil e os EUA, lembrando certas "relaciones carnales" dos argentinos com os norte-americanos, há alguns anos, antes da crise que quase submergiu a Argentina para sempre.
Além das batucadas costumeiras e incômodas visitas às crianças assistidas por ONGs (alguém precisa defendê-las dos políticos em busca de factóides), o encontro dos presidentes mostrou que a memória brasileira é mesmo curta. Não é difícil recordar as campanhas de informação e dossiês "exclusivos" que, tempos idos, crucificaram os usineiros de cana-de-açúcar por mau uso de recursos públicos, por serem péssimos pagadores dos favores do erário, e, principalmente, por personificarem a Velha República, o coronelismo, o curralismo, o atraso econômico, a monocultura e tudo o mais de ruim que podia acontecer no Nordeste e no Brasil.
Agora, a corneta mudou de tom. Os usineiros são os novos heróis nacionais (já contamos até com um deles na lista dos 10 mais ricos do mundo, que festa!), salvadores da pátria amada, idolatrada, salve! Com aval dos verdes, nossos plantadores da cana vão salvar o mundo do aquecimento global e, de passagem, nossa balança comercial em futuro próximo. Exportaremos tecnologia para todo planeta, e de lambuja, quem sabe, até ganharemos uma cadeirinha no Conselho de Segurança da ONU graças ao apoio do governo dos Estados Unidos. Para não perder a viagem, comemoramos também o recado discreto ao "déspota" Hugo Chávez, como agora está sendo tratado, outro que mudou de condição de uma hora para outra. A partir de hoje, o amigo de Chávez é meu inimigo, o mesmo serve para o Evo Morales e outros latinos que não freqüentam nossa política de boas intenções e fraterna.
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Alguém lembrou muito bem, que o álcool (etanol) e o biodiesel nacionais correm o risco de repetir o escândalo da replicação das mudas de Hevea Brasiliensis, da família Euphorbiaceae, que foi levada por ingleses espertos, no passado, para o Jardim Botânico de Londres e para a Ásia, com o fito de atender a demanda de borracha internacional. Nossas orgulhosas seringueiras amazônicas perderam, então, seu valor econômico e, a partir daí, nunca mais foram vistas com a atenção necessária. Tanto é que são até hoje destruídas nos incêndios de florestas virgens na Amazônia e viram capim "braquiária", ou mesmo só capoeirão.
""Nenum homem é uma ilha competa em si mesma; todo homem é um fragmento do continente, uma parte do oceano. A morte de cada homem me enfraquece porque sou parte da humanidade...""
..."As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos, mais ousados. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. A maioria dos homens nao querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar ... aquele que é valente e ousado o bastante para escalar até o topo da árvore..."
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite.E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia.Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentosdo algodãomais felpudo.Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido.Leve, a chuva vinha cumprimentá-la àjanela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava.Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido.Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete.E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.
Tecer era tudo o que fazia.Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia.E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado.Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir.O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo.Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu.Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher.E parecia justo, agora que eram dois.Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou.Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata. Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços.A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol.A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia.Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados.Tecer era tudo o que fazia.Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros.E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer.Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências.E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma.Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido.Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha.E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.Não teve tempo de se levantar.Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas.Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara.E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.
Dicionário mostra origem dos logos da Nike, Playboy e Ferrari
Revelar o processo de criação de logos de marcas famosas como Audi, Nike, Playboy e Ferrari. É essa a proposta da "enciclopédia" Logo Design History, disponível na Internet.
No site, é possível acompanhar como foram criados os logos mais famosos do mundo. As marcas estão separadas por ordem alfabética, para facilitar a localização.
Segundo o site, o logo da Nike foi criado em 1971 pela estudante Carolyn Davidson. Ela foi uma das 35 pessoas que mandaram sugestões de logo para a empresa, que acabara de mudar de nome.
A sugestão de Carolyn, com um símbolo que remeteria a um vôo, foi aceita e, desde então, o logo se destacou e hoje é uma das marcas mais conhecidas no mundo.
Os quatro anéis da Audi, por exemplo, estariam relacionados com o famoso símbolo dos Jogos Olímpicos (embora este conte com cinco anéis), que representa a união dos povos.
O logo da Playboy, por sua vez, conta com o famoso lebre engravatado, o que daria uma conotação de sensual e, ao mesmo tempo, engraçada. O criador da revista, Hugh Hefner, acredita que o símbolo é charmoso e divertido.
A partir de 1959, seis anos após a criação do logo, a marca ficou conhecida a ponto de cartas que tinham endereço errado para o escritório da revista serem remetidas para o endereço correto somente pela identificação do logo.