WIKINOTICIAS

 



Categoria: notícias
Escrito por Mariangela às 15h19
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Idosos ou Velhos

IDOSA é a pessoa que tem muita Idade; Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade. A idade causa degeneração das células; a velhice causa degeneração do espírito. Por isso, nem todo idoso é velho e há velho que nem chegou a ser idoso.

O mesmo ocorre com as coisas: há coisas que são idosas (antigas) e há coisas que são velhas. Um vaso da dinastia Ming (1368-1644) pode ser uma antigüidade, uma relíquia que não tem preço; um outro de apenas 50 anos ou menos, pode ser um vaso velho a ser relegado a um depósito.

Você é idoso quando pergunta se vale a pena; você é velho, quando sem pensar responde que não. Você é idoso quando sonha; você é velho quando apenas dorme. Você é idoso quando ainda aprende; você é velho quando já nem ensina. Você é idoso quando pratica esportes ou de alguma forma se exercita; você é velho quando apenas descansa. Você é idoso quando ainda sente AMOR; você é velho quando só sente ciúmes e possessividade.

Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida; você é velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada; você é idoso quando seu calendário tem amanhãs; você é velho quando seu calendário só tem ontens.

Idosa é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência; ela é uma porta entre o passado e o futuro e é no presente que os dois se encontram. O velho é aquele que tem carregado o peso dos anos; que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite o pessimismo e a desilusão. Para ele, não existe ponte entre o  passado e o presente, pois lá existe um fosso que o separa do presente, pelo apego ao passado.

O idoso se renova a cada dia que começa, o velho se acaba a cada noite que termina, pois enquanto o idoso tem seus olhos postos no horizonte, de onde o sol desponta e a esperança se ilumina, o velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram. O idoso tem planos, o velho tem saudades. O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos; o velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.

O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e prenhe de esperança. Para ele o tempo passa rápido e a velhice nunca chega. O velho cochila no vazio de sua vidinha e suas horas se arrastam, destituídas de sentido. As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso; as rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura.

Em suma, o idoso e o velho são duas pessoas que até podem ter, no cartório, a mesma idade cronológica, mas o que têm são idade diferentes no coração.
 

Jorge José de Jesus Ricardo (Jocardo)
 
Artigo vencedor do 1º Concurso Literário para a Terceira Idade, patrocinado pela Universidade do Estado de Santa Catarina e publicado na edição de número 4 do jornal Reproposta, editado pela equipe do projeto Universidade Aberta à Terceira Idade da USP.



Categoria: Literatura
Escrito por Mariangela às 18h59
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Risco cardíaco se mede com a fita métrica, não com a balança

 
Uma rápida verificada ao redor da cintura com uma fita métrica pode ser a melhor forma de saber se você tem risco de doença cardíaca do que subir na balança, afirmaram pesquisadores.

Mesmo se a pessoa não estiver com sobrepeso, aquelas com cinturas maiores tem mais chances de mostrar sinais precoces de doença cardíaca do que aquelas com cinturas menores, a equipe da Universidade do Centro Médico do Sudoeste do Texas, em Dallas (EUA), relatou.

“Centímetros são mais importantes do que quilos”, disse o Dr. James Lemos, o cardiologista que liderou o estudo.

Na revista “Journal of the American College of Cardiology” os pesquisadores dizem que iniciaram o estudo de longa duração de 2.744 pessoas com a idade média de 45 anos.

Eles utilizaram imagem por ressonância magnética e tomografia por raio de elétrons para verificar sinais precoces de artérias entupidas e descobriram uma relação direta entre largura da cintura e sinais de doença cardíaca, não importando o peso do paciente.

“É uma linha direta de relação em todos os níveis”, disse Lemos.

“Isso não é o tipo de coisa que é apenas relevante se você é obeso.”

Diversos estudos mostraram que a largura da cintura está claramente ligada a ataques cardíacos, derrames e risco de doenças cardíacas. O governo dos EUA indica que os homens deveriam procurar manter a cintura em 100 cm e 89cm para mulhers.

Os pesquisadores não encontraram medidas absolutas. Eles simplesmente descobriram que quanto menos é a cintura de uma pessoa, mais livres estavam suas artérias.

“Nosso estudo foi o primeiro realmente feito em larga escala no estágio pré-clínico. Portanto estamos olhando para as pessoas que não tiveram ataques cardíacos ou derrames, e pessoas em idades mais jovens”, disse Lemos.

Depois de contra alto colesterol, pressão alta e outros fatores cardíacos conhecidos, os pesquisadores descobriram que o peso por si só não prevê as chances de uma pessoa de ter um entupimento arterial.

A largura da cintura, no entanto, previu.

“Como jovem adulto você tem que ´fazer sérias escolhas para o resto da vida sobre manter a forma corporal”, disse Lemos. “VocÊ tem que lutar todos os dias essa tendência da meia idade de aumentar o tamanho do cinto. A comida é abundante, é barata e é altamente calórica, e a maioria de nós trabalha em empregos sedentários.”

“É uma luta dia-a-dia, refeição-a-refeição, mas vale à pena lutá-la. Mesmo uma pequena barriga saliente nos coloca em maior riso quando comparados com um abdome liso”.

Foi horrível publicar este artigo aqui no TecnoCientista depois de ter comido um lanche do Mcdonald´s. Talvez eu aprenda alguma coisa. [CNN]



Categoria: Ciência
Escrito por Mariangela às 18h19
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Impressionante arte em A4

Peter Callesen é um escultor que trabalha com papel. Em realidade ele utiliza simplesmente folhas de papel A4, possivelmente destas que você tem aí na sua impressora.










































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Categoria: notícias
Escrito por Mariangela às 14h51
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Casal descobre ser amante um do outro na web e se divorcia

ESSA É PRA PENSAR.

Um casal bósnio, casado, está se divorciando, depois de descobrir que um traía o outro em chats na Internet. Detalhe: eles começaram o relacionamento virtual usando pseudônimos, e só descobriram a verdade quando combinaram um encontro real com os "novos parceiros".
Sana Klaric, 27 anos, e seu marido Adnan, 32, usavam os nomes de "Sweetie" e "Prince of Joy" em salas de bate-papo. Conheceram-se e iniciaram uma relação, confidenciando-se mutuamente os problemas que tinham em seu casamento. Os dois, de acordo com reportagem publicada no site Metro.co.uk, estavam convencidos de terem finalmente encontrado sua alma gêmea.
Então, resolveram marcar um encontro real para se conhecerem e descobriram a verdade. Agora, o par está em processo de divórcio, e um acusa o outro de ter sido infiel.
"De repente, eu estava apaixonada, era maravilhoso, parecia que ambos estávamos amarrados no mesmo tipo de casamento infeliz", contou Sana. "Depois, me senti tão traída", disse.
Adnan, continua sem poder acreditar no que aconteceu. "É difícil pensar que Sweetie, que escreveu coisas tão maravilhosas para mim, é na verdade a mesma mulher com quem me casei e que, por anos, não foi capaz de me dizer uma única palavra agradável".



Categoria: notícias
Escrito por Mariangela às 19h21
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A vitória dos enlatados


Governo troca mistura nutricional consagrada há décadas por produtos industrializados

HUGO MARQUES

ROBERTO CASTRO/AG. ISTOÉ
PIONEIRA Há mais de três décadas Clara Brandão criou um composto alimentar que revolucionou a nutrição infantil
A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de “multimistura”. Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vicepresidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. “O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura”, lamenta Clara.
Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. “Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo”, ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 – período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.
Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: “Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca”, compara Clara.
Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins.
Clara acredita que enfrenta adversários poderosos. Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble. “É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada”, ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. “A multimistura ajudou muito”, diz. “Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno.” ISTOÉ procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. “O multimistura é um programa que não existe mais”, limitou-se a informar a assessoria de imprensa.



Categoria: notícias
Escrito por Mariangela às 21h27
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Não, morar junto não é o mesmo que casamento

Uma pesquisa internacional descobriu que os homens casados fazem menos tarefas domésticas que namorados que vivem com suas parceiras. E as mulheres casadas cumprem com mais trabalhos caseiros do que aquelas que vivem com seus namorados.

“O casamento como instituição parece ter um efeito tradicionalista nos casais, mesmo naqueles casais em que vêem mulheres e homens como iguais”, disse a co-pesquisadora Shannon Davis, uma socióloga na Universidade de George Manson, na Virgínia, EUA.

Entender as dinâmicas dos casais que vivem juntos, mas não são casados começou a tornar-se mais importante à medida que a coabitação fica cada vez mais comum no globo. Mais de cinco milhões de casais de namorados vivem juntos (mais de dez milhões de indivíduos) atualmente nos EUA, de acordo com o censo realizado em 2006.

“Eu aceito”, mas você trabalha

Os cientistas analisaram pesquisas de 2002 realizadas em 28 nações com mais de 17,5 mil sujeitos.Todos os pesquisados eram casados ou coabitavam com seu (sua) parceiro (a).

Em geral, eles descobriram que os homens gastam cerca de nove horas semanais em tarefas domésticas enquanto as mulheres gastavam mais do que 20 horas.

“Ainda há uma norma sexual já que a mulher trabalha mais em casa do que o homem não importando qual seu tipo de união”, disse Jennifer Gerteisen Marks.

Não importa qual a relação entre os ganhos de cada indivíduo ou das horas trabalhadas fora de casa, os homens que coabitavam reportaram mais horas trabalhadas em casa do que os casados, enquanto o oposto era também verdade para as mulheres.

Parceiros por igual

Outros fatores também foram considerados. Os homens que ganhavam mais do que suas parceiras trabalhavam menos horas em casa do que homens com ganhos relativamente mais baixos. “Aqueles que tem mais recursos em casa irão utilizar isso para barganhar não trabalhar em casa”, os autores escreveram na edição de Setembro da revista “Journal of Family Issues”.

Os casais que viam homem e mulher como iguais tinham mais chances de divider as tarefas igualitariamente. Mesmo neste caso os homens casados contribuíam menos para as tarefas domésticas do que suas esposas.

“É consistente com estudos anteriores que mostraram que os papéis das esposas e maridos são muito importantes”, disse Marks. “Em uma relação de coabitação não há normas socialmente prescritas tão fortemente o que muda a dinâmica de coisas como as tarefas domésticas.” [LiveScience]


Escrito por Mariangela às 15h00
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Motta Coqueiro e a pena de morte

 
 
 
Jayme Copstein  
 
 

 

Um dos mitos ainda persistentes na História brasileira é o da abolição da pena de morte no Brasil, após o enforcamento do fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, em 6 março de 1855. Fora condenado por mandar matar Francisco Benedito e a mulher, e mais seis filhos do casal, para desocupar o pedaço de terra que o colono cultivava com a família, como meeiro. Escapou da chacina apenas a filha mais velha, de nome Francisca. O palco da tragédia foi a Fazenda Macabu, então parte de Macaé, hoje município de Conceição do Macabu, interior do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo o mito, D. Pedro II, para reparar o erro judiciário, nunca mais autorizou a execução de criminosos, comutando todas as subseqüentes condenações à morte, inclusive a de escravos, em prisão perpétua. O desmentido é do próprio imperador, já no exílio, quando registrou em um de seus cadernos de notas que, nos últimos 30 anos, não houvera nenhum enforcamento no Brasil.

Feitas as contas por essa anotação, pelo menos até novembro de 1869, ou 14 anos depois da execução de Motta Coqueiro, a pena de morte ainda era aplicada. Mas a própria informação de Pedro II é equivocada: o último condenado à pena capital foi enforcado na cidade de Pilar, Alagoas, em abril de 1876 – 21 anos após Motta Coqueiro e 15 anos além do prazo fixado pelo imperador.

Esta última execução, a do escravo Francisco, por ter assassinado um casal de hoteleiros, foi documentada pelo historiador alagoano Felix Lima Junior, cuja obra (“Última Execução Judicial no Brasil”) em 1979 teve reedição da Editora da Universidade Federal de Alagoas, a Edufal.  É possível que, mesmo depois da data aludida, encontrem-se mais registros da aplicação da pena.

Como observa o historiador gaúcho Alfredo Ferreira Rodrigues, em seu “Almanak do Rio Grande do Sul” de 1903, ao apresentar uma lista de 15 execuções no Rio Grande do Sul, sem contar outras 7 referidas pelo historiador Manoel José da Silva Bastos: “A relação, organizada pela leitura de jornais da época, de deficiente noticiário e com muitas lacunas nas coleções, é de certo incompleta, mas basta para assinalar que o imperador, nos primeiros 16 anos de seu reinado autônomo, não se condoía da condição do escravo. E' certo que mais tarde procurou resgatar essa falta de sentimento humano, atuando-se abertamente na corrente abolicionista. Não se lhe tire esta glória, mas também não se lhe queira emprestar uma auréola que não mereceu.”

A referência de Alfredo Ferreira Rodrigues ao “sentimento humano” do imperador, pois os réus executados eram todos escravos, permite ressaltar que Motta Coqueiro, caso incomum de homem branco condenado à pena máxima por crime de morte, envolveu disputa de poder político e também posse da terra.

O processo foi dissecado pelo desembargador paulista Emeric Levay, em matéria do portal do Tribunal de Justiça de São Paulo (“O caso Mota Coqueiro: atualidade de um velho tema” – 15 de janeiro de 2007). O desembargador Levay demonstrou que o romance de José do Patrocínio, “Mota Coqueiro ou a pena de morte”, origem do mito de erro judiciário, “não encontra suficiente respaldo nas provas colhidas no curso do processo”.

Motta Coqueiro foi julgado duas vezes, outras duas vezes apelou às instâncias superiores, a última com decisão desfavorável publicada em 12 de maio de 1854, e ainda pediu clemência ao Imperador, negada em 17 de fevereiro de 1855.  O processo consumiu, ao todo, quase três anos.

A tragédia prova mais uma vez que a vida copia a ficção: a filha sobrevivente de Francisco Benedito estava grávida de Motta Coqueiro e o pai  manipulava a situação, tentando obter um quinhão das terras  do fazendeiro para o bebê.

Motta Coqueiro não concordou e decidiu expulsar Benedito e sua família, oferecendo-lhe indenização pela benfeitorias que havia feito. Diante da recusa do colono, mandou escravos expulsá-los de lá.

Segundo o desembargador Emeric Levay, a defesa de Motta Coqueira insinua que ele, “por intermédio de seus escravos, apenas pretendia expulsar de suas terras o referido agregado, culminando essa ordem na trágica chacina, por excesso de executores do mandato criminoso, que atearam fogo na modesta habitação da vítima, com intenção de destruir os corpos amontoados num cômodo, da casa, mas providencialmente abortada pela chuva que caíra durante a madrugada”.

O mito ou a polêmica da inocência de Motta Coqueiro nasceu tempo depois, com um romance de José do Patrocínio, sem base alguma nos fatos. A verdade é que Motta Coqueiro não foi enforcado por ter mandado matar Francisco Benedito. Muitos crimes tão cruéis, e até mais, foram cometidos por outros donatários deste país sem que nada lhes acontecesse.

Motta Coqueiro tinha contra si a inimizade de outro poderoso, André Ferreira dos Santos, com quem disputava a liderança política local de Macabu, e também a de um primo, Julião Baptista Coqueiro, de quem na juventude roubara a noiva e por isso o tornara inimigo irreconciliável.

Foi o prestígio político de seus desafetos que levou Motta Coqueiro ao patíbulo. O que dá muito a pensar, quando se levanta a tese da pena de morte no Brasil do hoje. Uma indagação preliminar se torna obrigatória: será que o país mudou de lá para cá?

fonte: http://www.coletiva.net/colunasDetalheTexto.php?ID=1191

Escrito por Mariangela às 12h23
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ONU aprova declaração de direitos indígenas


 
 
Aborígenes da Nova Zelândia
Países como Nova Zelândia se opuseram ao tratado
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, por 143 votos.

O Brasil, que foi um dos defensores da medida, votou a favor. Apenas quatro países votaram contra a proposta: Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

O projeto contou com a abstenção de 11 nações: Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Burundi, Colômbia, Geórgia, Quênia, Nigéria, Rússia, Samoa e Ucrânia.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a aprovação, chamando-a de ''um triunfo para povos indígenas em todo o mundo''.

Ele acrescentou que a votação ''marca um momento histórico no qual países membros da ONU e povos indígenas reconciliaram suas histórias dolorosas e resolveram ir adiante no caminho de direitos humanos, justiça e desenvolvimento para todos''.

Elogios e críticas

A organização britânica de defesa de povos indígenas Survival International saudou a decisão da ONU, mas fez críticas aos países que votaram contra.

''Países como os Estados Unidos e o Canadá disseram julgar a declaração excessivamente abrangente, provavelmente, porque temem que povos indígenas possam reivindicar terras que foram apreendidas. E receiam que isso afete seus interesses políticos e econômicos'', disse à BBC Brasil a pesquisadora Kali Mercier, da Survival International.

De acordo com a representante da Survival, ''os quatro países que se opuseram à proposta adotaram uma postura hipócrita, porque enriqueceram às custas das terras apropriadas dos indígenas.''

Mercier acrescentou que o fato de que países que contam com diferentes grupos indígenas, como Brasil e México, terem votado a favor da declaração e feito campanha por ela ''foi altamente encorajador''.

''Porque eles demonstraram ser capazes de ir além de seus interesses econômicos e de dizer: 'Ok, eles estavam aqui antes e, agora, cabe a nós reconhecê-los como parceiros com direitos iguais'.''

Emendas

Juntamente com o México, a Guatemala e diferentes países africanos, o Brasil propôs emendas ao projeto original.

As emendas tinham o intuito de garantir que a proposta agradasse tanto a países que contam com populações nativas como a grupos indígenas destas nações.

Entre os termos do projeto estão, entre outros, dar garantias de que populações indígenas contarão com direitos iguais aos de outros povos, ainda que levando em conta a sua individualidade.

Outras propostas contidas na declaração são garantir o direito dos povos nativos às suas terras e os recursos nelas contidos, o direito de receber educação em seus idiomas nativos e o veto a operações militares em seus territórios



Categoria: notícias
Escrito por Mariangela às 21h04
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IG lança manual de redação

  

O Último Segundo, jornal eletrônico do iG, é o primeiro veículo online do País a lançar um Manual de Redação. A iniciativa visa dar ainda mais transparência aos processos e padrões utilizados na apuração, edição e publicação de notícias. O documento, de 37 páginas, está destacado no menu lateral esquerdo no endereço www.ultimosegundo.ig.com.br. Ele reúne as regras de estilo visual do jornal e os princípios editoriais e de comportamento dos jornalistas. Em breve, ele ganhará uma versão mais interativa, com novo layout e recurso de busca. "A própria natureza da internet exige atualização e aprimoramento constantes do manual", afirma a editora-chefe do Último Segundo, Mariana Castro.

A criação do Manual de Redação do Último Segundo é mais um passo do iG para estreitar e tornar mais transparente o relacionamento com os internautas. Em junho deste ano, o portal criou o primeiro cargo de ombudsman da internet brasileira. O jornalista Mário Vítor Santos assumiu a função com a tarefa de representar o usuário junto à direção da empresa. Por meio do endereço eletrônico ombudsman@ig.com e do blog www.ombudsman.blig.ig.com.br, ele acolhe, registra e faz chegar à empresa as recomendações, críticas e sugestões dos internautas.
 



Categoria: notícias
Escrito por Mariangela às 15h17
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CEO

Sempre tive curiosidade a respeito do cargo CEO das empresas, principalmente porque parece-me que há grande rotatividade e competição entre os nomes mais conceituados do mercado. Hoje resolvi procurar na Wikipédia e o resultado é este:

Chief Executive Officer (Chefe do setor executivo em português), mais conhecido como CEO, é um termo anglo-saxão para designar a pessoa com a mais alta responsabilidade ou autoridade em uma organização ou corporação. Apesar de ser teoricamente possível haver mais de um CEO em uma empresa, geralmente o posto é ocupado por somente um indivíduo, temendo-se que tal compromisso crie confusão dentro da organização sobre quem tem o poder de decisão. Todos os outros executivos prestam contas ao CEO.

Com a crescente globalização da economia e dos negócios, o termo vem sendo empregado também em países não anglo-saxões. Em Portugal o termo é utilizado informalmente sobretudo em empresas de grande dimensão, apesar da designação oficial do cargo ser outra, tal como Administrador-Delegado ou Presidente da Comissão Executiva.

CEO

Em corporações mais fechadas, é normal que o Chefe de Sector Executivo seja igualmente o Presidente da Administração.
Por vezes, quando uma pessoa possui ambos os título de Presidente da Administração e de CEO, tende a haver uma outra pessoa a possuir o título de Executivo-Chefe de Operações (COO).

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Chief_Executive_Officer



Escrito por Mariangela às 15h13
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FAZEDOR DE HOMENS

 

Carlos Drummond de Andrade

Todo homem é uma ilha...

É bom ser uma ilha distante
tanto quanto é bom ser um homem.

Todo homem possui uma ponte
pois é preciso sair da ilha, seguro.
A ponte de um homem é um braço estendido.

Todo homem é um mundo.
O mundo roda no sistema egocêntrico
de suas realidades,
pequenos alumbramentos,
medos e coragens.

E quando o homem encara o mundo e se depara
- homem-mundo,
mundo-homem,
volta à ilha:
Todo homem ama sua ilha.

 II

O homem faz o homem.
E porque fez o homem, sem nem o homem querer
aufere direitos do homem.
Diz a ele: Cresça!
E ele fica mais alto.

Diz ao homem: Trabalhe!
E ele usa o corpo.
Diz ao homem: Viva!
E ele respira e existe.
Diz ao homem: Ame!
E ele não sabe como.
Mas diz ao homem: Procrie!
E ele faz homens.

Um dia ele morre.
Se a vida foi longa para viver -
é curta para morrer -
porque o homem não fez, não escolheu,
não pensou nada.

III

O que faz um homem diferente de outro homem
é o que ele pensa.
O que o transforma, também,
de um simples fazedor de homens,
num criador de homens.

Todo homem é uma vontade.
E se deixa de ser vontade
teme a perda de sua posse.
Todo homem é uma consciência.
Nela inclui o seu saber
e a parte maior do não saber,
e se aceita o fato, é com ela que ele se entende.

Todo homem é seu corpo.
E sabe dele em contraste com outro corpo,
tal é a sua medida.
Como também, a medida de um homem é a sua carência:
porque é assim que ele se assume,
porque é assim que ele se liberta.

Quanto mais ele precisa
mais ele é maior. E dá.
Pede. Reivindica. Exige, quanto pode.
Luta e sofre.

Todo homem quer deixar sua ilha.
Temeroso de ter que voltar um dia, entretanto,
não destrói as pontes.
Enquanto isso, a ilha fica ali, só ilha.
A ponte fica ali, só ponte.
E o homem fica ali, só homem.



Categoria: Literatura
Escrito por Mariangela às 22h19
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Glicose e sono são importantes para a fixação de memórias

Doces e sonolentas lembranças


Estudo realizado no Instituto Internacional de Neurociências de Natal obteve evidências de que o sono está envolvido na consolidação das memórias. (foto: Jocilyn Pope).

Estudos feitos por pesquisadores brasileiros e estrangeiros mostraram que o sono e a glicose exercem um papel importante na formação de memórias de longo prazo. O sono fixa as memórias e promove conexões destas com outras mais antigas. A glicose inicia um processo no cérebro que ativa genes que também atuam na consolidação de memórias. As conclusões foram apresentadas durante simpósio realizado hoje na 22ª Reunião da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), em Águas de Lindóia (São Paulo).

Quando ficamos mais velhos, lembramos de memórias antigas com mais facilidade do que de recentes. Além disso, elas estão associadas a muitas outras memórias. “Quando alguém diz ‘rosa’, podemos nos lembrar de uma flor, um nome, um escritor, um compositor e assim por diante. É algo que ocorre em adultos e não em crianças, justamente porque não houve tempo para que elas tenham essa ancoragem da informação no córtex cerebral”, explica o neurocientista Sidarta Ribeiro, diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmund e Lily Safra (IINNELS).

Esse fenômeno de ancoragem já é conhecido da neurociência desde 1957. Uma memória episódica (um nome, um evento, uma face etc.) é registrada em uma região do cérebro chamada hipocampo, e depois migra para o córtex, aonde vai sendo reforçada e estabelecendo conexões. “O que mostramos agora, pela primeira vez, é que o sono, tanto o de ondas curtas quanto o do movimento rápido de olhos (REM, na sigla em inglês), no qual acontecem os sonhos, é importante para o processo”, conta Ribeiro.

Segundo ele, no sono de ondas curtas há uma reverberação da memória, uma espécie de reforço. Já no REM, há a ativação de vários genes ligados à consolidação desta. “A cada ciclo de sono, a memória vai ficando mais ancorada no córtex”, afirma o diretor científico do IINNELS. Os resultados foram obtidos a partir de experimentos feitos com ratos. Após colocar e retirar os ratos de um ambiente com objetos para exploração, os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais dos animais nos estados de vigília e sono. Essa é a primeira evidência eletrofisiológica do processo de ancoragem.

Do fígado para o cérebro
O neurocientista Paul Gold, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, também destaca a perda da capacidade de recordar memórias recentes à medida que a idade avança. “É comum idosos se lembrarem de histórias da juventude com perfeição e as contarem todo dia, pois não se lembram de o terem feito antes”, diz. Para ele, o problema pode estar no fígado e não no cérebro.

Quando temos uma experiência nova, o corpo produz o hormônio epinefrina, que faz com que o fígado libere glicose. Esse açúcar é usado pelo cérebro para ativar neurotransmissores, como a noraepinefrina e a acetilcolina, que, por sua vez, ligam genes responsáveis pela consolidação das memórias. “Quando ficamos velhos, ainda produzimos o hormônio, mas não há liberação de glicose no sangue. Ainda registramos a memória, mas ela não é fixada; por isso a esquecemos”, revela Gold.

Experimentos com idosos que beberam limonada com glicose e tiveram que se lembrar de um conto mostraram um aumento da capacidade de lembrança. Já pacientes com mal de Alzheimer dobraram sua habilidade de recordação de 20% para 40% da observada em uma pessoa sadia. Apesar dos resultados, Gold não acredita que o açúcar venha a se tornar um tratamento. “É mais provável que o mecanismo pelo qual a glicose age seja o alvo dessa pesquisa”, conclui o neurocientista.


Fred Furtado

Especial para Ciência Hoje On-line



Categoria: Ciência
Escrito por Mariangela às 13h41
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Aquecedor à base de energia solar feito de latas de alumínio é opção para população de baixa renda

Banho aquecido com latinhas 



Um painel de latinhas de alumínio que funciona como aquecedor de água está sendo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa do Centro Universitário de Itajubá (Universitas), em Minas Gerais. O equipamento é uma alternativa para famílias de baixa renda, pois usa energia solar e permite o reaproveitamento de latas de alumínio. O novo aparelho não prejudica a saúde humana e o meio ambiente, além de ter custo muito menor do que os outros aquecedores à base de energia solar.

A idéia do aparelho surgiu em fevereiro do ano passado, quando o país vivia um período de crise energética. A equipe de alunos do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica da Universitas, coordenada pelo físico nuclear Jorge Henrique Sales, fez um levantamento do custo de energia com chuveiro elétrico e os resultados foram espantosos. “Se as famílias de baixa renda substituíssem a energia elétrica pela solar, a economia chegaria a 35%”, afirma Sales. Segundo dados do censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 52% das pessoas que têm alguma ocupação no Brasil recebem no máximo dois salários-mínimos. “Nossa preocupação é desenvolver opções para reduzir os gastos dessas pessoas”, destaca.

Segundo o pesquisador, as latinhas foram usadas porque, ao serem cortadas transversalmente, lembram o formato de uma lente côncava. Os canos que conduzem a água até o chuveiro do usuário são colocados no foco dessas “lentes”, ou seja, no centro das latas, enfileiradas em uma caixa de metal pintada de preto e vedada com vidro.

O aquecedor de água desenvolvido pela equipe da Universitas usa latas de alumínio cortadas e enfileiradas em uma caixa de metal preta vedada com um vidro, o que permite a absorção da luz solar e gera um aumento de temperatura. Os canos que levam a água até o chuveiro passam por dentro das latas (no detalhe). (Fotos cedidas pelo pesquisador).


O equipamento combina três efeitos que resultam em um bom aumento de temperatura, capaz de aquecer a água. “A latinhas refletem os raios solares em direção aos canos, a cor negra no fundo da caixa absorve a luz solar e o vidro retém ainda mais o calor por causa do efeito estufa gerado por esse sistema fechado”, explica Sales. Segundo ele, o aparelho deve custar aproximadamente R$ 540, contra R$ 3 mil dos aquecedores solares convencionais. Com o desgaste provocado pelo tempo de uso, as latas podem ser recicladas e substituídas por outras.

Por enquanto, os testes com o aquecedor de latinhas estão sendo feitos em uma casa experimental, construída pelos estudantes de Engenharia Civil do Centro Universitário de Itajubá, onde todos os aparelhos internos são protótipos de baixo custo. No futuro, a equipe pretende implantar essa tecnologia em uma comunidade carente da cidade mineira. “Nosso objetivo é usar o aparelho para finalidades sociais, melhorando a vida da comunidade de baixa renda”, conclui.



Fabíola Bezerra
Ciência Hoje On-line



Categoria: notícias
Escrito por Mariangela às 13h39
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A Menina Que Roubava Livros (The Book Thief)

 

 

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em A Menina que Roubava Livros, livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do The New York Times. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O Manual do Coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.
 



Categoria: Literatura
Escrito por Mariangela às 21h28
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