Os japoneses adoram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo gastavam para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco.
E os japoneses não gostaram do gosto daqueles peixes. Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado.O peixe congelado, porém, tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como sardinhas. Depois de certo tempo, pela falta de espaço, os peixes paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, embora, vivos.
Os japoneses ainda podiam notar a diferença no sabor. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.
Então, como os japoneses resolveram este problema?
Como eles conseguiram levar aos consumidores peixes com gosto de puro frescor ?
Se nós estivéssemos trabalhando em consultoria para as empresas de pesca, o que recomendaríamos?
Quando as pessoas atingem seus objetivos, tais como, quando encontram um(a) namorado(a) maravilhoso(a), começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas as suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões.
Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, se dedicarem tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca trabalharam e de donas de casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.
Para essas situações, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, existe solução. L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50. "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador". Quanto mais inteligente, persistente e competitivo somos, mais gostamos de um bom problema. Se nossos desafios estão em um determinado tamanho e conseguimos, passo a passo, conquista-los, ficamos muito felizes. Pensamos em novos desafios e nos sentimos com mais energia.
Ficamos excitados em tentar novas soluções. Nos divertimos. Permanecemos vivos!
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas, ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo".
Os peixes são desafiados!
Portanto, ao invés de evitar desafios, devemos pular dentro deles.
Massacremo-los. Se nossos desafios são muito grandes e numerosos, não devemos desistir e, isto sim, nos reorganizar buscando mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.
Se alcançamos nossos objetivos, buscamos objetivos maiores. Uma vez que nossas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas , vamos ao encontro dos objetivos do nosso grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade.
Devemos criar o nosso sucesso pessoal e não se acomodar nele. E, com recursos, habilidades e destrezas, fazer a diferença.
Vamos por um tubarão em nossos tanques e observar quão longe, realmente, podemos chegar.
Somos obrigados a acordar conosco, todos os dias de manhã...
E, como vamos fazer isto pelo resto das nossas vidas, é melhor que façamos com prazer.
Seus Malabarismos Mágicos Manipulam Marionetes. Meninas, Mães, Madres, Marquesas e Ministras. Madalenas ou Marias.
Marinas ou Madonas. Elas são Manhãs e Madrugadas. Mártires e Massacradas. Mas sempre Maravilhosas, essas Moças Melindrosas. Mergulham em Mares e Madrepérolas, em Margaridas e Miosótis. E são Marinheiras e Magníficas. Mimam Mascotes. Multiplicam Memórias e Milhares de Momentos. Marcam suas Mudanças. Momentâneas ou Milenares, Mudas ou Murmurantes, Multicoloridas ou Monocromáticas, Megalomaníacas ou Modestas, Musculosas, Maliciosas, Maquiadoras, Maquinistas, Manicures, Maiores, Menores, Madrastas, Madrinhas, Manhosas, Maduras, Molecas, Melodiosas, Modernas, Magrinhas. São Músicas, Misturas, Mármore e Minério. Merecem Mundos e não Migalhas. Merecem Medalhas. São Monumentos em Movimento, esses Milhões de Mulheres Maiúsculas.
Todo início de ano é sempre igual. Aproveitamos todos para fazer um balanço da vida, verificar os ativos e passivos e planejar o ano vindouro, cheios de expectativas de que esse, sim, será o grande ano de nossas vidas. Nos programamos para consertar tudo o que está errado e juramos, em nome da nossa felicidade, não perder mais tempo com bobagens e realmente investir energia somente naquilo que vale a pena. O tempo vai passando, a vida vai seguindo e quase sempre percebemos que nada, nenhum plano, nenhum projeto, saiu do papel. Os grandes sonhos, as vontades mais ferrenhas, nada disso jamais aconteceu. Nos damos conta de que somos pessoas que potencialmente podem ser e fazer tudo, mas algumas coisas simplesmente parecem não terem sido feitas para nós. Sentimos que a vida talvez não passe de um amontoado de promessas não cumpridas, e essa impressão quase sempre vem acompanhada do conhecido sabor amargo da frustração. Será mesmo?
Pouco tempo antes da virada do ano recebi de minha mãe um desses e-mails com um título meloso, que eu normalmente descarto automaticamente porque não tenho paciência para correntes, histórias de visões fantásticas e ameaças de que o mundo vai acabar. Mas esse era diferente – afinal, foi encaminhado por minha mãe, uma pessoa bastante cética quanto aos assuntos do além e criteriosa na seleção de e-mails que espalha entre seus contatos. A mensagem era linda, e certamente muitos a receberam também: falava do poder das pequenas mudanças na vida, do quanto precisamos aproveitar o tempo que temos para corrigir o curso dos fatos, do quanto somos responsáveis por nosso próprio destino. É claro que ninguém sabe se as coisas vão melhorar se nós mudarmos, mas é certo que, para que elas efetivamente melhorem, nós não podemos escapar daquilo que é novo.
Me convenci que a chave, a resposta, opulo do gatoestava justamente aí.
Se fazemos tudo exatamente igual, todos os dias, por anos e anos, como esperar alguma reviravolta radical em nossas vidas? Como podemos ser tão ingênuos a ponto de pensar que, repetindo mecanicamente nossas atitudes, algo ou alguém vai tomar a frente de nossas vidas e colocá-la nos trilhos, em nosso lugar?
Ter fé na vida e pedir ao universo uma forcinha para que nossos sonhos aconteçam pode parecer razoável para quem acredita no sobrenatural. Eu prefiro acreditar que a vida conspira em favor daqueles que têm atitude e se esforçam por fazer acontecer. Afinal, os problemas e as dificuldades não vão desaparecer sozinhos pelo simples fato de fazermos de conta de que eles não existem – ou, pior ainda, por acharmos que a responsabilidade por sua solução nos escapa e depende de intervenção divina.
Essa ideia de coragem de mudar me lembra muito alguns trechos do meu mais recente livro de cabeceira. Chama-se “A cura de Schopenhauer”, de Irvin Yalom, um psiquiatra dedicado a escrever brilhantes histórias de ficção filosófica. Uma das passagens mais impactantes dessa obra é aquela em que o personagem principal, desesperado com as surpresas de uma dura guinada em sua vida, busca qualquer tipo de consolo em suas leituras. Reencontra um certo livro em que o autor, filósofo reconhecido, defende a tese de que devemos reverenciar e celebrar a vida, assumindo as rédeas de nossa existência e deixando de lado o conformismo de aceitar uma vivência feita de episódios que “foram assim” para viver uma vida de “eu quis assim”.
É preciso desejar firmemente governar nossas vidas e entender que somos os seus protagonistas, e não coadjuvantes. Nós decidimos o nosso destino. Temos que usufruir, e não sermos usufruídos pela vida. Viver desse jeito, passivamente, é apenas passar pela vida. Precisamos amar nosso destino e, de tempos em tempos, refletir se a vida que levamos é tão boa que, se pudéssemos, escolheríamos vivê-la repetidamente por toda a eternidade. Essa é a referência de que estamos no caminho certo: viver de modo a querer a mesma vida sempre e sempre.
Quando começamos a encarar a vida como responsabilidade nossa, unicamente nossa, percebemos porque não podemos nos dar ao luxo do desperdício de tempo. Mesmo quem acredita que a vida se repete-repete-repete em outras existências não pode cometer a heresia de desperdiçar a maravilhosa oportunidade de existir agora. Quando nos damos conta de que o dia de hoje nunca vai se repetir, que nós jamais seremos outra vez as pessoas que fomos até o segundo passado, fica claro que não há mesmo tempo a perder. O compromisso maior da vida é conosco. Nada, nem casamento, trabalho, filhos, família, nada disso é tão poderoso e suficiente a ponto de suprir nossas necessidades mais íntimas de auto-realização.
Escolher mudar é fácil; implementar a mudança é que é difícil. Talvez a tarefa fique menos árdua se, a cada trecho percorrido, pudermos parar e nos consultar: é essa a vida que eu quero para sempre? Se não, mãos à obra. O amanhã pode nem chegar, mas um primeiro passo dado em direção aos objetivos de vida é a certeza de que estamos trabalhando em nosso favor, e não contra.
"Quem disse que isto de ano novo é bobagem, nada muda? Claro que muda! Discussões filosóficas à parte, pelo menos nos países de língua portuguesa o novo ano trouxe diferenças. Vai ser meio confuso no início, como acontece em toda mudança, mas em pouco tempo a gente se acostuma. Alguns resistem mais e se recusam a mudar, como o escritor Ruy Castro afirmou publicamente. Ele deixou para os revisores a tarefa de tirar ou pôr acento - olha aí, este 'pôr', com significado de colocar, continua acentuado.
Uma amiga festejou a queda da crase. Tive de decepcioná-la: a crase continua imutável, pelo menos até a próxima reforma ortográfica. Quem faleceu, coitado, foi o trema. Mas não morreu completamente, vai aparecer em nomes e sobrenomes. Gisele Bündchen agradece se escreverem seu nome corretamente. Agora, que vai ser estranho escrever pinguim, frequente, cinquenta, ah, isto vai. Pelo menos vai facilitar a vida do editor de polícia do DIARINHO que não precisará mais corrigir guentar, quando o repórter quiser se referir a 'prender'. Adeus, já vai tarde!
Esta reforma veio acabar com uma grande hipocrisia. Nunca se deixou de usar as consoantes K e W e a vogal Y, mas, na hora de recitar o abecedário, elas não existiam. Como amantes antigas e sem direito de aparecer em sociedade. Fez-se justiça. Agora é que os Maycon, Karynne e Wesley vão sentir-se redimidos, e os cartórios não encrencarão com as escolhas dos nomes dos pimpolhos.
Até a gente se acostumar, vai ser difícil deixar de acentuar os ditongos abertos éi e ói das palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba, como Coreia, boia, estreia, joia, plateia. Cuidado, que as palavras oxítonas continuam como dantes no quartel de Abrantes: herói, papéis, troféu.
Nas palavras paroxítonas, com i e u tônicos, quando antes vem um ditongo, acaba o acento agudo. Exemplos: feiura e baiuca.
Agora facilitou a vida do 'polo'. Não haverá mais acento para indicar o som aberto ou fechado, nem para diferenciar os sentidos da palavra. Polo Norte,o jogo polo e a antiga preposição, que de tão antiga ninguém conhece, polo, são escritos da mesma forma, sem acento nenhum. Vai da frase para saber se o som é aberto ou fechado. Assim como pelo, no significado de fios, como os que cobrem os gatinhos, e a preposição pelo. Pelo sim, pelo não, tira-se o acento. Melhorou em relação à fruta pera, acentuada porque lá nos idos séculos passados havia uma preposição chamada pera sem acento. Este estava na hora de ser enterrado. E o Ivan Rupp pode agora escrever seu "para, né" sem acento no para, do verbo parar. Gostaste?
Nem tudo mudou, não vale sair escrevendo direto sem acento, feliz da vida. Continuaremos registrando o tempo do verbo poder. Ele pode, ele pôde. Faz diferença pra caramba, por isto não foi mudado. Assim como o verbo pôr, citado lá no começo. Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Quem aprendeu assim, não muda nada. E quem errava antes, tá na hora de mudar a desculpa, a reforma não mexeu neste caso. Agora, quando tem duas vogais juntinhas, tipo voo, leem, abençoo, acabou-se o circunflexo. Vai em paz, eu te perdoo.
Tudo muito fácil, tudo muito bom. Até aqui. O bicho vai pegar mesmo na hora de usar o hífen. Danou-se. O que era, deixou de ser, o que não era agora é. Diz a regra que se a segunda palavra começar por h, antes dela tem hífen. Como em pré-história. Mas... sempre tem uma exceção, no caso é a palavra subumano. Fica feio na escrita e na realidade.
Caso o prefixo, o que vem antes, termine com uma vogal e a palavra seguinte comece também por vogal, mas diferente, dá pra juntar tudo numa boa. Exemplo: autoescola, infraestrutura, extraescolar. A exceção desta regra é o prefixo co, que fica juntinho mesmo se a outra palavra começar por o. Mas isto a gente já fazia, ou alguém escrevia coordenado e cooperação com hífen?
Se o prefixo termina com vogal e a palavra seguinte inicia com consoante que não seja r ou s, dá pra juntar tranquilamente. Assim, fica anteprojeto, autopeça, seminovo, microcomputador. Exceção para o prefixo vice: vice-prefeito, vice-presidente.
Sei que agora vem a pergunta: e quando a segunda palavra começa com r ou s? Aí fica feio pra caramba, como em antirruga, ou nem vai se notar, como nas palavras microssistema, ultrassom, biorritmo, contrarregra.
Então duas vogais ou duas consoantes iguais se encontram. Que fazer? Separa, senão dá briga. Micro-ondas, anti-inflamatório, contra-ataque, semi-interno, super-romântico, hiper-requintado, inter-racial. Tranquilo, né? Mas... lá vem ele de novo, o mas. Quando o prefixo é sub e a palavra seguinte começa com r, tem hífen: sub-raça; nos prefixos circun e pan, diante de palavra começada por m, n ou vogal, usa-se o tracinho: circun-navegação, pan-americano.
Já se o prefixo acaba em consoante e a outra palavra começa com vogal, junta tudo e vai em frente: hiperativo, interestadual, superequipe.
Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar, ex-marido, recém-casados. Mas isto já era assim antes, só pra lembrar.
Beleza, agora vamos escrever paraquedista, sem separar e sem acentuar a palavra, o que veio regularizar a situação, já que quando duas palavras juntas formam uma terceira, com outro sentido, por que não escrever duma vez só? Como em girassol, pontapé, mandachuva.
Então é isto, logo estaremos acentuando as palavras com naturalidade e separando ou não com hífen sem precisar consultar a gramática. Temos quatro anos para nos acostumarmos com as novas regras e muito mais tempo ainda para conviver com o jeito velho, já que os livros em circulação continuarão em uso. E um último recadinho. Se nem os especialistas resolveram alguns casos mais duvidosos, quem somos nós para ficarmos cobrando o jeito certo de escrever? Devagar, observando e exercitando, nos acostumaremos com as novidades.
Se há um consolo, para os portugueses será bem mais difícil aceitar as mudanças. Lá desaparecerão o c e o p de palavras em que estas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" - que se tornam ação, ato, adoção e ótimo."
por Stephen Kanitz
A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos
tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando "fazer o que se
gosta", um conselho confuso e equivocado.
Nenhuma empresa paga profissional para fazer o que os funcionários gostam, que
normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia. Justamente,
paga-se um salário para compensar o fato de que o trabalho é essencialmente
chato.
Mesmo que você ache que gosta de algo no início de uma carreira, continuar a
gostar da mesma coisa 25 anos depois não é tão fácil assim. Os gostos mudam,
e aí você muda de profissão em profissão?
As coisas que eu realmente gosto de fazer, eu faço de graça, como organizar
o Prêmio Bem Eficiente; ou faço quase de graça, como escrever artigos para
a imprensa.
Eu duvido que os jogadores profissionais de futebol adorem acordar às 6
horas todo dia para treinar, faça sol, faça chuva. No fim de semana eles
jogam bilhar, não o futebol que tanto dizem adorar. O "ócio criativo", o
sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente
é alcançado por alguns professores de filosofia que podem ler o que gostam
em tempo integral. Nós, a grande maioria dos mortais, teremos que trabalhar
em algo que não necessariamente gostamos, mas que precisará ser feito. Algo
que a sociedade demanda.
Toda semana recebo jovens que querem trabalhar na minha consultoria
num projeto social. "Quero ajudar os outros, não quero participar deste
capitalismo selvagem".
Nestes casos, peço para deixarem comigo seus sapatos e suas meias, e voltarem
a conversar comigo em uma semana. Normalmente nunca voltam, não demora
mais do que 30 minutos para a ficha cair. É uma arrogância intelectual que
se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos
trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. O que seria de nós se
ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade
só querem "fazer o que gostam?"
Quem irá retirar o lixo, que pediatra e obstetra atenderá você às 2 da
madrugada? Vocês acham que médicos e enfermeiras atendem aos sábados e
domingos porque gostam?
Felizmente para nós, os médicos, empresas, hospitais e entidades beneficentes
que realmente ajudam os outros, estão aí para fazer o que precisa ser feito,
aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que
fazem aquilo que precisa ser feito, do que os egoístas que só querem "fazer
o que gostam".
Teremos então que trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida
profissional chata e opressora?
A saída é aprender a gostar do que você faz, em vez de gastar anos a fio
mudando de profissão até achar o que você gosta. E isto é mais fácil do
que você pensa. Basta fazer o seu trabalho com esmero, um trabalho super
bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e
da perfeição.
Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão
fazer seu trabalho com distinção e que o colocarão à frente dos demais.
Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre
fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isto, demoro demais,
vivo brigando com quem é medíocre, reescrevo estes artigos umas 40 vezes para
o desespero dos editores, sou super exigente, comigo e com os outros. Hoje,
percebo que foi este perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da
vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.
Se você não gosta do seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor
na sua área, destaque-se pela sua precisão. Você será aplaudido, valorizado,
procurado e outras portas se abrirão. Você vai começar a gostar do que faz,
vai começar até a ser criativo, inventando coisa nova, e isto é um raro prazer.
Faça o seu trabalho mal feito e você estará odiando o que faz, a sua empresa,
o seu patrão, os seus colegas, o seu país e a si mesmo. Esta é na minha
opinião, o problema número 1 do Brasil. Fazemos tudo mal feito, fazemos o
mínimo necessário, simplesmente porque não aprendemos a gostar do que temos
de fazer e não realizamos tudo bem feito, com qualidade e precisão.
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Esta mensagem pode ser encontrada no site "Contando Histórias",
no endereço http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006246.php
Nunca invejei Santo Agostinho pela sua salvação. Não conseguiria repeti-lo. Guarda-se a impressão de que ele quis se livrar da danação no ombro do Pai. Olhando de perto, ele foi mais corajoso do que conformista. Antecipou o inferno aqui. Não esperou para sofrer na outra dimensão. Pagou à vista o inferno. Converter não é encontrar Deus, é encontrar o inferno.
Blog traduz uma prova de resistência. Um big brother ao avesso dos gêneros literários. Ao invés de ser conhecido, corresponde a um mergulho adoidado no anonimato. Distinto da noção do senso comum de que se trata de um lugar para aparecer. O resultado final (a possível badalação de um endereço virtual) não expõe a realidade. Os exibidos foram antes tímidos, os extrovertidos foram antes introvertidos. É a mais dolorida experiência editorial. O mais severo teste vocacional. Uma ferramenta do diabo, capaz de sugar sua vida ou sua aspiração.
Indica a fronteira entre o amador e o escritor, entre o diletante e o renitente, entre o curioso e quem não consegue se afastar da compulsão narrativa. O amador cansará nos primeiros meses. Vai deduzir que não vale a pena o trabalho, que ninguém lê. Uma tortura postar textos durante três meses e não receber nenhum comentário.
São os quarenta dias do deserto, com as tentações sobrevoando o teclado.
"Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio e, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome" Mateus, versículo 4, 1:
Você pensou que aquilo seria a glória instantânea. Caprichou na redação, no humor e nas perspectivas singulares de captura do cotidiano. Mas o único que entra no site é você. Trinta vezes ao dia. Chega a esbarrar consigo entre tantos acessos e atualizações. Uma miragem. Cada texto é um quarto vago. O demo do reconhecimento insiste em tomar seu lugar. Procura contornar o drama. Manda um aviso de postagens para os amigos. Prepara uma festa-surpresa de aniversário, com o atrativo de que é o aniversariante quem a organiza. Continua sendo surpresa; nenhuma alma comparece. Daí manda um aviso de postagens para os desconhecidos, catando endereços aleatórios. Nada mais o separa de um SPAM. Recebe avisos ásperos: “não o conheço” ou “favor me excluir da lista”. A humilhação não começou. O desespero o obriga a fazer atos impensáveis: entrar de computadores diversos para fazer com que o contador se mexa de alguma forma. Assim como um atacante chuta a bola para as redes alheio á marcação do impedimento. Para se livrar do azar. Ainda que esteja quebrando uma das regras básicas do jogo e leve um cartão amarelo. Não há nem juiz para lhe dar cartão amarelo.
Percebe que lançou um texto com um erro gravíssimo de português. Estava na rua quando lembrou a indecisão ortográfica, longe de qualquer terminal. Foi observando um outdoor. Corre para uma lan house, consome seu suspiro sem sentir o gosto, arruma e conclui que tampouco alguém reparou.
Decide escrever qualquer coisa que continuará sendo qualquer coisa. O isolamento do blog produz alucinações. O contador de visitas parece uma bomba-relógio: anda para trás.
Mas tortura é quando finalmente recebe um comentário. Alegria aflita para abrir a janela, quem será? quem será?, descobre que partiu do pai ou da mãe, solidário com sua desgraça. Não pode comemorar, agora intui que seu pai ou sua mãe conhecem o fracasso de sua rotina.
Sua personalidade passará a se dividir, e não multiplicar como desejava. Sede de laranjas. Laranjas! Sem pudor, cria pseudônimos para deixar comentários (o blog, pelo menos, obriga que seja seu próprio leitor). Diverte-se no sofrimento ao inventar formas de agradecimento pelos textos. Não economiza elogios ao estilo. Estará perto da internação quando se convence de que aqueles comentários não são seus e ainda responde aos e-mails falsos. Hora do soro!
Depois de postar, o autor perde a privacidade para se tornar - teoricamente - domínio público. Mas não saiu do caramujo do quarto, e entenderá que escrever e ser conhecido não acontece simultaneamente.
Há a idéia equivocada de que todos os leitores do mundo estão esperando sua publicação, que basta acenar para a luz do sol que imediatamente será linkado, sugerido, alardeado. Ao deixar minha casa, não recebo nenhuma proposta sedutora no caminho. Nunca encontrei nenhum editor no metrô. O que me leva a constatar que o blog é o metrô da internet.
Escrever na rede é uma tentativa de suicídio, chamar atenção dos outros para a nossa carência. Um aviso escandaloso da nossa fragilidade. Pensando bem: publicar é um suicídio frustrado. Quando o ímpeto de sair da vida é usado para entender a própria vida e as dificuldades enfrentadas pelos demais autores.
Uma das virtudes do blog é justamente sua provação. Agüentar os contratempos no osso. Ver que não é um elogio que o fará continuar, muito menos uma crítica que o fará desistir. Que nascer para a letra é amar a insuficiência. O escritor se sucede progressivamente. Melhora. Estar sozinho é ainda estar povoado. Povoado por dentro. Pelos personagens, pelas histórias familiares, pela observação aprofundada dos seus arredores. Só quem foi fantasma um dia poderá alimentar seus fantasmas.
Procura-se um reconhecimento externo e encontra-se algo mais preciso: a afirmação pessoal na persistência. Procura-se lá fora o que já se tinha. Como diz Santo Agostinho:
“Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim.”
O esforço de sair da solidão ajuda curiosamente a fortalecê-la. Compreende que não escreve para completar um diário, ou para repetir sua história, se fosse assim não contaria com assunto para atualização semanal, mesmo que desfrutasse de uma trajetória acidentada e heróica como a de Hemingway.
Escreve para duvidar e se banhar na luminosidade da confusão biográfica. Acima de tudo, compreende que a imaginação não julga como a memória. Que imaginar é delicioso, imaginar: uma memória sem culpa.
Um texto postado é como um texto impresso. Mais fácil para localizar os erros, os tropeços, formar distanciamento. Confere uma maioridade na escrita, reforça uma postura profissional de jardinar e cuidar do verbo, de alterar a prosa e a poesia em nome da transparência e da fluidez. Há a formação gradual de uma assinatura, transmitindo uma visão de ser responsável por aquilo que se diz, de assumir honestamente as dívidas da boca. Organiza-se o rascunho, que é bem mais duro do que redigi-lo.
Não é fácil a rotina da blogosfera. Terá que superar vários fins, várias negativas, várias mortes. Superar a expectativa de fama pelo prazer do texto.
Por isso, o prazer necessita ser mais forte do que a dor. O masoquista é o que gosta mais do sofrimento do que da carícia. O blogueiro é o que esquece a ferida pela alegria.
A diferença entre guardar o inédito no blog e na gaveta: o blog é uma gaveta aberta.
[Publicado no caderno Cultura, do jornal O Estado de S. Paulo]
Clarice Lispector, apesar de ter se formado em direito, nunca advogou, sobreviveu como jornalista, escrevendo para diversos jornais e revistas. Sua primeira reportagem, “Onde se ensinará a ser feliz”, foi publicada em 19 de janeiro de 1941, no Diário do Povo, de Campinas (SP), relatando a visita da primeira-dama da República, Darcy Vargas, a um orfanato feminino. No ano seguinte, ela começou a trabalhar como redatora de A Noite e obteve seu registro profissional como jornalista, profissão que exerceria até dois meses antes de falecer, com o hiato forçado pelo período em que viveu no exterior como esposa do diplomata Maury Gurgel Valente. Durante os anos 50 e 60, Clarice escreveu, sob os pseudônimos de Teresa Quadros, Helen Palmer e como ghost-writer da atriz e modelo Ilka Soares, respectivamente, para os jornais Comício, Correio da Manhã e Diário da Noite. Os textos tratavam do universo próprio das mulheres da época, dando dicas de economia doméstica, receitas culinárias, saúde e comportamento. Passada esta fase das colunas femininas de contingência – reunidas nos títulos Correio Feminino e Só para Mulheres, organizados por Aparecida Maria Nunes –, Clarice Lispector teve papel de destaque no Jornal do Brasil, onde foi colaboradora na mesma época que Carlos Drummond de Andrade, assinando uma crônica semanal aos sábados, entre agosto de 1967 e dezembro de 1973. Os textos foram reunidos em livro por seu filho, Paulo Gurgel Valente, em 1984, na coletânea A Descoberta do Mundo. Paralelamente, obteve, a partir de 1968, grande sucesso como entrevistadora. Na revista Manchete, onde assinava a rubrica “Diálogos Possíveis com Clarice” e, depois, na revista Fatos & Fotos, também pertencente à Editora Bloch, onde sua derradeira contribuição saiu em outubro de 1977, menos de três meses antes de sua morte, ocorrida em dezembro do mesmo ano. Colaborando ainda nesse seu último ano de existência com o jornal Última Hora, onde passara a publicar suas crônicas no mês de fevereiro. As entrevistas de Clarice foram coligidas nos livros De Corpo Inteiro e Entrevistas, ambos integrantes do catálogo da Editora Rocco. Dando prosseguimento ao resgate da obra jornalística de Clarice Lispector, a Editora Rocco lança Só para Mulheres – Conselhos, Receitas e Segredos, organizado por Aparecida Maria Nunes, doutora em literatura brasileira pela Usp. A nova coletânea recupera as colunas femininas assinadas pela escritora sob os pseudônimos de Tereza Quadros, Helen Palmer e Ilka Soares para os jornais Correio da Manhã, Diário da Noite e Comício, complementando a seleção reunida no livro Correio Feminino, lançado pela Rocco em 2006. Os textos possuem a elegância característica de Clarice e convidam o leitor para uma viagem no tempo em que se desenha, na forma de um variado almanaque, o rosto da mulher brasileira dos anos 50 e 60. De fato, a mulher para quem Clarice escreve nas páginas femininas dos jornais está em busca de seu próprio rosto. Um rosto que reflita beleza e doçura, qualidades sempre procuradas no ser feminino, mas que contenha também suas indagações sobre a educação dos filhos, a harmonia familiar, os cuidados domésticos, o comportamento social e a convivência amorosa, em meio às novidades de uma época marcada por mudanças. As colunas registram, assim, as preocupações da brasileira urbana de classe média, que começava a ensaiar também os primeiros passos na vida profissional, procurando facilitar a sua vida e ensinar pequenos truques que podem ajudá-la na árdua tarefa de encontrar-se a si mesma. Tudo isso num tom de conversa entre amigas, como prescreve o jornalismo feminino. Assim, receitas de máscaras de beleza caseiras, dicas de elegância no vestir, o aproveitamento de sobras de comida para a criação de novos pratos, soluções para pequenos problemas domésticos e receitas de drinques são apresentados por Clarice de forma calorosa, como segredos que só as mulheres conhecem. No mesmo tom de cumplicidade vêm os alertas para que as leitoras não se descuidem do peso, não se excedam na bebida, no cigarro e nem se deixem levar pela moda, muitas vezes inadequada à idade ou ao tipo físico de quem a usa. Para a “conselheira” Clarice, a forma mais eficiente de ser uma mulher atraente e bela é tirar partido de suas características particulares e realçá-las, em vez de simplesmente deixar-se levar pelos apelos da moda e correr o risco de se tornar uma cópia borrada das beldades da época: tentar usar o cabelo com o jeito “artisticamente desarrumado” de Brigitte Bardot, por exemplo, pode ser desastroso, alerta a colunista. Desta forma, tratando com habilidade e leveza os assuntos prosaicos do cotidiano feminino, Clarice Lispector está sempre conduzindo a leitora em sua busca pela própria face, e deixando entrever, em meio a conselhos aparentemente banais, a essência de uma mulher que buscou a si mesma incessantemente. Se as angústias e sofrimentos morais, tão presentes na literatura de Clarice, ficam de fora das colunas, que tratam mais objetivamente de questões do dia-a-dia, a escritora põe, aqui e ali, em seus pequenos conselhos, considerações que vão além do óbvio e mexem com o íntimo de cada leitora. Comentando as novidades da indústria cosmética na área de maquilagem para os olhos, por exemplo, Clarice pondera: “Para os olhos serem belos, não basta, porém, que sejam grandes, de um colorido especial ou maquilados com requinte. É preciso que neles haja algo mais. Pois, sendo os ‘espelhos da alma’, devem refletir doçura, compreensão, inteligência. Em resumo, mais importante do que os olhos é – o olhar.” É com seu olhar docemente indagador que Clarice Lispector se coloca na pele de Tereza Quadros, Helen Palmer e Ilka Soares e penetra no universo do jornalismo feminino com sutileza e elegância.
Por Ricardo Gomes Historiador e pesquisador cultural
O garoto, chamado Boriska, fenômeno intelectual e paranormal, tem como mãe Nadezhda, uma dermatologista de uma clínica pública russa que se graduou no Instituto Médico de Volgograd por volta de 1991.
O pai dele é um funcionário público aposentado.
Os cientistas russos assumem publicamente suas pesquisas sobre espiritualismo, abordando a reencarnação reconhecida cientificamente e a existência de vida extraterrestre.
Eis o texto completo, traduzido de uma das reportagens do PRAVDA, assinada pelo jornalista e cientista Gennady Belimov:
Em 11 de Janeiro de 1996, uma criança incomum nasceu na cidade de Volzhsky, na região de Volgograd, Rússia. Sua mãe, Nadezhda Kipriyanovich, descreve o trabalho de parto: 'Foi muito rápido e não senti nenhuma dor. Quando me mostraram o bebê, ele me olhava fixamente com seus grandes olhos castanhos. Como médica, eu sei que não é habitual entre nascituros esse olhar concentrado. Exceto por esse fato, ele parecia um bebê normal.'
Quando saiu da maternidade, de volta ao lar, Nadezhda começou a perceber que o menino, chamado Boris, tinha um comportamento singular: raramente chorava e nunca solicitava qualquer alimento. Ele crescia como as outras crianças, mas começou a falar frases inteiras aos oito meses. Com um ano e meio, lia jornais. Os pais deram a ele um jogo de peças para montar figuras e ele começou a elaborar peças geométricas combinando diferentes partes com precisão. 'Eu tinha a impressão de que nós éramos como aliens para ele, aliens com os quais ele estava tentando se comunicar' - disse a mãe de Boris ou Boriska, como é chamado pela família.
Boriska começou a desenhar figuras que, à primeira vista, eram abstrações nas quais se misturavam tons de azul e violeta. Quando psicólogos examinaram os desenhos, disseram que o garoto estava, provavelmente, tentando representar a aura das pessoas que via ao seu redor. Aos três anos, Boris começou a conversar com seus pais sobre o Universo. Ele sabia nomear todos os planetas do Sistema Solar e seus respectivos satélites. Ele falava também nomes e número de Galáxias. Isso pareceu assustador e a mãe pensou que seu filho estava fantasiando; por isso, resolveu conferir se aqueles nomes realmente existiam. Consultou livros de astronomia e ficou chocada ao constatar que Boris, de fato, sabia muito sobre aquela ciência.
Os rumores sobre o 'menino-astrônomo' espalharam-se rapidamente na cidade. Boriska tornou-se uma celebridade local e as pessoas começaram a visitá-lo para ouvi-lo falar sobre civilizações extraterrestres, sobre a existência de antigas raças humanas cujos indivíduos mediam três metros de altura, sobre o futuro do planeta em função de mudanças climáticas. Todos ouviam aquelas coisas com grande interesse embora não acreditassem nas histórias.
Os pais decidiram batizar o filho, cogitando que talvez fosse uma questão espiritual pois acreditavam que havia algo errado com Boris. Mas o fenômeno não cessou: Boriska começou a falar às pessoas sobre seus 'pecados'. Um dia, na rua, abordou um rapaz e admoestou-o por usar drogas; falava com certos homens para parar de bater em suas mulheres; prevenia pessoas sobre a iminência de problemas e doenças.
O menino sofre com o conhecimento prévio de desastres naturais ou sociais: durante a crise de Beslan (onde terroristas muçulmanos que seqüestraram centenas de pessoas numa escola e enfrentaram o exército russo, causando muitos mortos, inclusive dezenas de crianças), recusou-se a ir à escola enquanto durou o ataque. Quando perguntaram a ele o que sentia sobre o assunto, respondeu que era como se algo queimasse dentro dele. 'Eu sabia que o caso todo teria um final terrível' - disse Boriska.
Sobre o futuro do planeta, ele adverte que a Terra passará por duas situações muito perigosas nos anos de 2009 e 2013, com a ocorrência de catástrofes relacionadas à água.
Especialistas dos Instituto de Estudos do Magnetismo Terrestre e Ondas de Rádio da Academia Russa de Ciências (Institute of Earth Magnetism and Radio-waves of the Russian Academy of Sciences) fotografaram a aura de Boriska que mostrou-se forte, nítida de modo incomum. O professor Vladislav Lugovenko analisa: 'Ele apresenta um espectrograma laranja, o que significa que é uma pessoa alegre, positiva, com um intelecto muito poderoso. Existe uma teoria de que o cérebro humano possui dois tipos básicos de memória: a memória de trabalho (consciente, voluntária) e a memória remota. Uma das habilidades do cérebro é salvar informações sobre a experiência, sejam emoções ou pensamentos, em uma dimensão que transcende o indivíduo. Essas informações são capturadas por um singular campo informacional que faz parte do Universo. Poucas pessoas são capazes de acessar informações contidas nesse campo.'
Ainda segundo Lugovenko, é possível medir as faculdades extra-sensoriais das pessoas com o auxílio de equipamentos especiais e através de procedimentos muito simples. Cientistas de todo o mundo têm-se empenhado na pesquisa desses fenômenos a fim de revelar o mistério destas crianças extraordinárias, como o garoto Boris. Um dado interessante é que nos últimos 20 anos, bebês dotados de habilidades incomuns têm nascido em todos os continentes.
Os especialistas chamam estas crianças de 'índigo children' ou 'crianças azuis', possivelmente uma referência ao avatar indiano Khrisna que, segundo a lenda, era azul. 'Boriska' é uma dessas crianças.
Aparentemente, as 'crianças azuis' tem a missão especial de promover mudanças em nosso planeta. Muitas delas têm as espirais do DNA notavelmente perfeitas o que lhes confere uma inacreditável resistência do sistema imunológico capaz de neutralizar a ação do vírus da AIDS. 'Eu tenho encontrado crianças assim na China, Índia, Vietnam entre outros lugares e estou certo de que esta geração mudará o futuro da nossa civilização', diz Lugovenko.
Enquanto as agências espaciais tentam encontrar sinais de vida no planeta Marte, Boriska, aos nove anos, relata aos seus parentes e amigos tudo o que sabe sobre a civilização marciana, informações que ele recorda de uma vida passada. Um jornalista russo entrevistou recentemente o menino sobre sua experiência como habitante de Marte:
ENTREVISTADOR - Boriska, você realmente viveu em Marte como dizem as pessoas da vizinhança?
BORISKA - Sim, eu vivi, é verdade. Eu tinha 14 ou 15 anos. Os marcianos faziam guerra todo o tempo e eu tinha de participar daquilo. Eu podia viajar no tempo e no espaço, podia voar em naves espaciais e também pude observar a vida no planeta Terra. As naves marcianas são muito complexas e podem se deslocar pelo Universo.
ENTREVISTADOR - Existe vida em Marte atualmente?
BORISKA - Sim, existe, mas o planeta perdeu sua atmosfera há muitos anos atrás como resultado de uma catástrofe global. O povo marciano ainda vive em cidade nos subterrâneos. Eles respiram gás carbônico.
ENTREVISTADOR - Qual é a aparência dos marcianos?
BORISKA - Eles são muito altos, uma altura média de sete metros. Eles possuem capacidades inacreditáveis.
Boriska fala de Marte, mas também tem lembranças de suas observações sobre a Terra naquela existência passada: ele foi testemunha da destruição da lendária civilização da Lemúria, 'a maior catástrofe que já aconteceu neste planeta. Um continente gigante foi engolido por terríveis tempestades oceânicas. Eu tinha um amigo lemuriano que morreu na minha frente, esmagado por uma rocha. Não pude fazer nada. Nós estamos destinados a nos reencontrar em algum momento desta vida.'
Sobre o Egito, Boriska diz que existe um conhecimento precioso oculto sob uma pirâmide que ainda não foi descoberta: 'A vida vai mudar quando a Esfinge for aberta. A Esfinge tem um mecanismo que aciona uma abertura secreta. O mecanismo está atrás da orelha.'
Quanto ao aumento de nascimentos de crianças especialmente dotadas, o garoto informa que isto é decorrência do fato de que 'chegou a época' propícia para que elas venham à Terra porque o 'renascimento do planeta se aproxima... Eles estão nascendo e estarão preparados para ajudar as pessoas... Amar seus inimigos, essa é a Lei. Você sabe porque os lemurianos pereceram? Porque eles não investiram no desenvolvimento espiritual e mergulharam nas práticas da Magia desconsiderando esta Lei. O amor é a verdadeira mágica!'.
Boris encerrou a entrevista dizendo: 'kailis', e o entrevistador perguntou:
ENTREVISTADOR - O que você disse?
BORISKA - Eu disse Olá. Essa é a língua do meu planeta.
A URL desta reportagem, no site em inglês do Jornal PRAVDA, Rússia: