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notícias
principais capas de jornais do Brasil e do mundo
http://todamidia.folha.blog.uol.com.br/
Escrito por Mariangela às 14h10
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Sonho de consumo final: virar um 'diamante humano' depois da morte
COIRE, Suíça (AFP) - Por que passar o sono eterno debaixo da terra ou então espalhar as cinzas da cremação? Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química, uma empresa suíça agora garante ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um 'diamante humano'.
Na pequena cidade de Coire, na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa.
"Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação", explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia.
Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios.
"Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade", comenta Willy.
Uma vez obtido, o diamante bruto é polido e talhado na forma desejada pelos familiares do falecido para depois ser usado num anel ou num cordão.
O preço desta alma translúcida oscila entre 2.800 e 10.600 euros, segundo o peso da pedra (de 0,25 a um quilate), o que, segundo Willy, vale a pena, já que um enterro completo custa, por exemplo, 12.000 euros na Alemanha.
A indústria do 'diamante humano' está em plena expansão, com empresas instaladas na Espanha, Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.
A mobilidade da vida moderna é propícia para o setor, explica Willy, que destaca a dificuldade de se deslocar com uma urna funerária ou o melindre provocado por guardar as cinzas de um falecido na própria casa.
Escrito por Mariangela às 13h00
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Jornais populares lideram vendas no Brasil
Os jornais populares cresceram nos últimos anos. No Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, os jornais populares estão entre os mais lidos: o Extra, do Rio de Janeiro, é o mais vendido do Brasil, com 3 milhões de leitores, de acordo com dados do Marplan. Na região sul, o Diário Gaúcho tem tiragem de 172 mil.
Atualmente há cerca de 10 jornais populares de grande circulação no Brasil. Os maiores são: Extra, Diário Gaúcho e Super Notícia. São Paulo, apesar de ser a maior cidade do País, não lidera as vendas de jornais populares e fica atrás do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Jornais populares de São Paulo, Agora São Paulo e Jornal da Tarde, custam acima de R$ 1,50. Já nos outros estados o preços variam de R$ 0,25 a R$ 1,00.
Para Bruno Thys, diretor de redação e editor responsável pelo Extra, a liderança do jornal no mercado brasileiro se deve a vários fatores. "O jornal é útil, didático e tem muitos suplementos especiais. O aumento de circulação dos jornais populares também é um reflexo do crescimento da classe C. Hoje o Brasil é formado por uma maioria da classe C", avalia.
Sensacionalismo e entretenimento Com um histórico sensacionalista de notícias sobre violência, fatos bizarros e fotos de mulheres seminuas, os jornais populares lutam para se livrar do estigma do sensacionalismo. Hoje, a maioria dos jornalistas acredita que o público não aceita mais este conteúdo, e que o fim do Notícias Populares é um exemplo disso.
Trecho do editorial da última edição do NP em 20 de janeiro de 2001 afirmava: "o projeto editorial do NP, baseado na denúncia da violência na periferia da Grande São Paulo, nas informações sobre sexo e nas fotos de mulheres em poses provocantes, é hoje ultrapassado para um jornal impresso". Desta conclusão foi lançado o Agora São Paulo, também de orientação popular, mas com um conteúdo diferenciado.
Márcia Franz Amaral, autora do livro “Jornalismo Popular”, da editora Contexto, acredita que os jornais populares evoluíram, mas que a linha que separa o jornalismo do entretenimento é uma questão comum aos mais diversos jornais. "Compreendo que o grande problema do jornalismo atualmente é o apagamento da fronteira com o entretenimento. Quando uma matéria informa de maneira descontextualizada e singularizada, não está fazendo jornalismo e sim entretenimento", avalia.
Mudança de linha editorial Atualmente os jornais populares se voltam para pautas como serviço público, direito do consumidor, entretenimento, trabalho e saúde. Ainda existe espaço para casos policiais, mas este não é o foco do mercado popular. "Os jornais populares fazem boas reportagens, ganham prêmios, têm profissionais qualificados que buscam cotidianamente mudar o ponto de vista das matérias para atingir um público diferente do leitor tradicional de jornais", afirma Márcia.
Para Alexandre Bach, editor-chefe do Diário Gaúcho, os jornais populares mudaram um pouco sua linha editorial."Não vejo os jornais populares atuais apelarem para o sensacionalismo. Eles tratam de saúde, transporte e educação", avalia. Para ele, o sucesso do Diário Gaúcho se deve ao preço e ao conteúdo. "O jornal é acessível e útil e as notícias têm impacto direto na vida dos leitores".
Conquistando leitores Os jornalistas admitem que o maior desafio de quem atua no jornalismo popular é conquistar o leitor diariamente, ser didático e se colocar no lugar dos leitores. "O jornalista dos jornais populares tem que abandonar o mundo em que vive e se colocar no mundo do leitor. É mais difícil escrever sobre uma realidade que não é a sua do que escrever sobre assuntos que fazem parte do seu dia-a-dia", afirma Bach.
"Os desafios dos jornalistas incluem: humildade para escrever sobre pessoas simples, para pessoas simples e de maneira simples; mudança de pontos de vista nas matérias; consciência das causas e conseqüências dos problemas sociais brasileiros e sobretudo conhecimento da realidade sobre a qual vão escrever", conclui Márcia.
Outro desafio vivido no mercado de jornais populares é a conquista diária de leitores, já que a maioria não tem assinatura, apenas venda em bancas.
Fonte: Comunique-se
Escrito por Mariangela às 15h37
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23 de abril, o Dia Mundial do Livro
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fonte: http://blogdogaleno.blog.uol.com.br/arch2008-04-06_2008-04-12.html#2008_04-10_21_34_54-125750758-0
O 23 de abril foi escolhido pela Unesco para celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor não foi por acaso. Existe um forte simbolismo em torno dessa data. Foi nesse dia, afinal, que morreram, em 1616, nada mais nada menos do que Miguel de Cervantes e William Shakespeare. E, ainda, o escritor Inca Garcilaso de la Vega. E cada qual em seu canto. Para aumentar mais esse encanto, foi também nessa data que vieram ao mundo autores como Maurice Druon, K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo. A Unesco, então, passou a incentivar os países a comemorarem a data. Em Barcelona, há tempos homens e mulheres trocam flores e livros numa festa de rua muito bonita, onde repetem o gesto imortalizado pela lenda de São Jorge e a Princesa Marguerita. Essa mesma tradição teve início no Brasil, na década de 1990, em Ribeirão Preto (SP), onde deu origem à charmosa Festa do Livro que reunia, a cada ano, centenas de pessoas para brindar seu amor à leitura. Este ano, no entanto, ela não vai acontecer.
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Dia do Livro: Em Guadalajara, uma maratona de leitura
Guadalajara, no México, celebrará a data com uma maratona de leitura em voz alta na reitoria da universidade local. Al filo del agua, de Augustín Yáñez, foi a obra escolhida para ser lida numa votação popular com a participação de 25 mil internautas. Até os candidatos a leitor se inscreveram pela internet. A maratona terá 12 horas de duração e 200 vão se revezar na tarefa.
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Dia do Livro: Unesco discutirá livros e idiomas
A ONU resolveu aproveitar a data para promover uma série de debates pelo mundo afora sobre a ligação entre livros e línguas. As atividades serão lideradas pela Unesco, que, a cada ano, pela décima terceira vez consecutiva, aproveita o 23 de abril para propor uma temática diferente para reflexão. |
Escrito por Mariangela às 19h16
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Dengue: homeopatia na prevenção e tratamento
(Rio de Janeiro, BR Press) - Uma fórmula homeopática de remédio contra a dengue está circulando freneticamente pela internet. Mas o que muitos cariocas desesperados com o surto da doença não sabem é que se trata de uma fórmula em uso há nove anos, criada pela então presidente do Instituto Hahnemanniano do Brasil, Profa. Dra. Ana Teresa Doria Dreux (CRM no. 52.33019-0), hoje vice. "Desde então tratamos diversas pessoas, antes e depois de pegarem dengue, com resultados satisfatórios", diz a homeopata. Naquela ocasião, Dra. Ana Teresa e outros colegas homeopatas foram chamados à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, por uma médica que lá trabalhava no setor de Homeopatia, Ela pediu-lhes para criar uma fórmula ou sugerir um medicamento que pudesse ajudar no tratamento da dengue. "Criei uma fórmula homeopática, que durante este tempo tem sido usada por mim e outros colegas homeopatas para prevenção e tratamento da dengue", conta.
A composição é:
RHUS TOX. / EUPATORIUM PERF./ CHINA OFF./ LEDUM PALUSTRE/ GELSEMIUM/ 5CH/ aã.
Segundo a médica, basta levar esta fórmula à qualquer farmácia homeopática. O veículo pode ser glóbulos (sacarose), tabletes (lactose) ou gotas (alcoolatura a 30 %).
"O medicamento deve ser usado como PREVENTIVO da dengue, desta forma: tomar 3 glóbulos ou tabletes ou gotas, UMA VEZ AO DIA, enquanto durar a temporada da epidemia. Isso tanto para adultos como para crianças de qualquer idade, sendo que no caso de crianças não se usa a forma alcoólica. O medicamento deve ser dissolvido lentamente na boca.
Para bebês que não estão sendo amamentados, a mãe pode dissolver 2 glóbulos com uma colher de chá de água para facilitar a administração. Se o bebê estiver com MENOS de 3 meses e sendo amamentado, a mãe pode tomar 6 glóbulos antes de uma mamada que o efeito passará para o leite materno. Grávidas podem e DEVEM utilizar a fórmula.
"Alcoolatura a 30% é indicada para pacientes que não podem tomar açucar (diabéticos). Tomar com um pouco de água", alerta a médica." Óbvio que para crianças é mais indicado os tabletes. Para quem tem alergia a leite, use-se os glóbulos".
Para TRATAMENTO, no caso de dengue ou mesmo suspeita de dengue, ministrar desta forma: tomar 3 glóbulos (ou gotas ou tabletes) de 2/2 horas, ESPAÇANDO PARA 3/3 HORAS E 4/4 HORAS, etc, aumentando os intervalos na medida que os sintomas melhorarem, ATÉ A REMISSÃO COMPLETA DOS MESMOS.
Em caso de DENGUE HEMORRÁGICA, ou mesmo suspeita (isto é plaquetas abaixo de 150 000), principalmente em crianças, ACRESCENTA-SE ao tratamento acima, dois medicamentos:
PHOSPHORUS, 12 CH, 4 glóbulos ou tabletes ou gotas (tomar pela manhã), e CROTALUS, 12 CH, 4 glóbulos ou tabletes ou gotas (tomar à tarde), até as plaquetas normalizarem (150 000). NÃO PARAR COM A OUTRA FÓRMULA E AGIR COM RAPIDEZ.
"Nos casos que tenho acompanhado, as plaquetas SOBEM rapidamente de maneira surpreendente", garante Dr. Ana Teresa. "Como todos nós, estou profundamente emocionada e chocada com o que tem acontecido ultimamente, principalmente em relação às crianças e grávidas. Por isso, resolvi divulgar minha modesta experiência ma internet".
Cuidados essenciais
Dr. Ana Teresa aposta na homeopatia, que, segundo ela, não dispensa nem interfere em outros cuidados médicos, mas adverte sobre a importância do combate ao vetor da dengue (o mosquito), da realização de exame soroólogico na suspeita da doença e da hidratação com soro caseiro.
"Deixo claro que esta é a minha experiência profissional como médica homeopata", ressalta. "Nos inúmeros casos que tenho tratado, a doença evolui de maneira branda, sem agravar ou deixar seqüelas. Para os pacientes que usam a fórmula como preventivo, até hoje não houve um caso de contaminação, pelo menos a mim relatado", garante a médica.
Dr. Ana Teresa passou a distribuir a fórmula todos os anos para todos os funcionários do IHB, nas épocas de epidemia e, desde então, segundo ela, "nenhum funcionário (cerca de 22) contraiu a doença, mesmo os que moravam em locais endêmicos".
Alternativa ao repelente
Pode-se usar externamente a pomada de Ledum Palustre como repelente, que funciona de modo bastante eficaz e não traz alergias. "Mas só para quem NÃO PODE de geito nenhum usar repelente", adverte a médica.
Segundo ela, uma outra boa medida de prevenção é tomar vitaminas do complexo B, que eram usadas no Vietnã pelos soldados americanos. O complemento deixa um odor na pele que afasta o mosquito, e a vitamina C reforça o colágeno e a imunidade. "Existe o Teragran Jr., uma fórmula que reúne estas duas vitaminas, para crianças, que pode ser administrado por todos", ensina.
Escrito por Mariangela às 13h42
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Morre o ator Norton Nascimento aos 45 anos em SP
Morreu na manhã desta sexta-feira, às 8h20, o ator Norton Nascimento, 45 anos, no Hospital Beneficiência Portuguesa, em São Paulo.
Em dezembro de 2003, o ator fez um transplante de coração para tratar de um aneurisma e passou seis meses em recuperação.
Segundo o hospital, Nascimento estava internado na UTI, mas a causa da morte ainda não foi divulgada.
Carreira
Norton Nascimento nasceu em 4 de janeiro de 1962, na cidade de Belém. Seu primeiro trabalho na TV foi na novela Os Imigrantes, de 1981, mas foi em Fera Ferida (1993), de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que ele ficou conhecido no resto do Brasil.
Em dezembro de 2003, Norton Nascimento se submeteu a um transplante de coração para corrigir um aneurisma, dilatação anormal de vaso sanguíneo na aorta, depois de ficar 52 dias internado.
Na época, o ator precisou de 73 doações, entre sangue, plaquetas, plasma e um coração. O último foi doado pela família de um médico carioca que morreu num acidente de carro.
Nos seis meses de recuperação, Nascimento tornou-se adepto da Igreja Renascer em Cristo e passou a fazer trabalhos em prol de comunidades carentes. Fez ainda uma campanha de doação de órgãos na TV Globo. "Doar é amar", disse, na época.
O último trabalho de Norton Nascimento na TV foi na novela Maria Esperança, do SBT, onde ele interpretou o personagem Nocaute.
Trabalhos na TV
2007 - Maria Esperança 2001 - As Filhas da Mãe 2001 - A Padroeira 2001 - Brava Gente 2001 - Sai de Baixo 2000 - Aquarela do Brasil 1999 - Chiquinha Gonzaga 1994 - Você Decide 1997 - Malhação 1996 - O Fim do Mundo 1995 - A Próxima Vítima 1993 - Fera Ferida 1993 - Agosto 1992 - De corpo e alma 1981 - Os Imigrantes 1992 - De Corpo e Alma 1981 - Os Imigrantes Trabalhos no cinema 2004 - Araguaya - A Conspiração do Silêncio 1999 - Até que a Vida nos Separe 1998 - Drama Urbano 1995 - Carlota Joaquina - Princesa do Brasil
Escrito por Mariangela às 16h39
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Você conhece esta mulher?
- Confesso que eu, não. Quanta gente boa aqui no Brasil e a gente nem toma conhecimento...
Eles se conheceram em Hamburgo, na Alemanha, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Ele, menino pobre, viu na carreira diplomática uma maneira de conhecer o mundo.
Em 1934, prestou o concurso para o Itamaraty e foi ser cônsul adjunto na Alemanha. Ela, paranaense, foi morar com uma tia na Alemanha, após a sua separação matrimonial. Por dominar o idioma alemão, o inglês e o francês, fácil lhe foi conseguir uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo.
Acabou sendo encarregada da seção de vistos. No ano de 1938, entrou em vigor, no Brasil, a célebre circular secreta 1.127, que restringia a entrada de judeus no país. É aí que se revela o coração humanitário de Aracy. Ela resolveu ignorar a circular que proibia a concessão de vistos a judeus. Por sua conta e risco, à revelia das ordens do Itamaraty, continuou a preparar os processos de vistos a judeus. Como despachava com o cônsul geral, ela colocava os
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vistos entre a papelada para as assinaturas. Quantas vidas terá salvo das garras nazistas? Quantos descendentes de judeus andarão pelo nosso país, na atualidade, desconhecedores de que devem sua vida a essa extraordinária mulher? Cônsul adjunto à época, seu futuro segundo marido, João Guimarães Rosa, não era responsável pelos vistos. Mas sabia o que ela fazia e a apoiava.
Em Israel, no Museu do Holocausto, há uma placa em homenagem a essa excepcional brasileira. Fica no bosque que tem o nome de Jardim dos justos entre as nações. O nome dela consta da relação de 18 diplomatas que ajudaram a salvar judeus, durante a Segunda Guerra: Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher. Mas seu denodo, sua coragem não pararam aí. Na vigência do infausto AI 5, já no Brasil, numa reunião de intelectuais e artistas, ela soube que um compositor era procurado pela ditadura militar. Naquele ano de 1968, ela deu abrigo durante dois meses ao cantor e compositor que conseguiu, sem ser molestado, fugir para país vizinho. Ela o escondeu no escritório de seu apartamento. Aquele mesmo local onde seu marido, João Guimarães Rosa, escrevera tanta história de coronel e jagunço. Durante todos aqueles dias, o abrigado observava, da janela, a movimentação frenética do exército no quartel do Forte de Copacabana. Reservada, Aracy enviuvou em 1967 e jamais voltou a se casar. Recusou-se a viver da glória de ter sido a mulher de um dos maiores escritores de todos os tempos. Em verdade, ela tem suas próprias realizações para celebrar.
Hoje, aos 99 anos, pouco se recorda desse passado, cheio de coragem, aventura, determinação, romance, literatura e solidariedade.
Mas a sua história,
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os seus feitos merecem ser lidos por todos, ensinados nas escolas. Nossas crianças, os cidadãos do Brasil necessitam de tais modelos para os dias que vivemos. Seu marido a imortalizou em sua obra Grande sertão: veredas. Ao publicar a obra, não a dedicou a ela, doou a ela seu livro mais importante.
Aracy desafiou o nazismo, o estado novo de Getúlio Vargas e a ditadura militar dos anos 60.
Uma mulher que merece nossas homenagens. Uma brasileira de valor. Uma verdadeira cidadã do mundo.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Uma certa Aracy, um certo João, de René Daniel Decol, publicado na Revista Gol (de bordo), de agosto 2007.
Escrito por Mariangela às 23h16
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Desde 2001, país viu crise na Varig, Vasp e Transbrasil
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u343293.shtml
CAMILA MARQUES Editora de Dinheiro da Folha Online
Em pouco mais de dois anos, a BRA é a segunda grande empresa brasileira de aviação a passar uma grave crise. Em 2005, o período negro foi enfrentado pela Varig, empresa mais tradicional do setor, e antes disso pela Vasp e Transbrasil.Apesar de o quadro da Varig se agravar em 2005, os indícios de dificuldade apareceram dois anos antes, em 2003, quando a Varig perdeu a liderança do mercado de aviação civil para a TAM e fechou compartilhamento de vôos com a mesma.Com o fim da parceria, determinada pelas entidades que regulam o setor, a Varig acabou por cancelar rotas e foi ultrapassada pela Gol. Em 17 de junho do mesmo ano, após muito desgaste, a aérea entrou com pedido à Justiça para que fosse iniciado o processo de recuperação judicial, mecanismo que substituiu a concordata.Para a Varig, o ano de 2006 foi de negociação com credores, acerto com novos gestores e ofertas de compra, sempre negadas. Em junho daquele ano, o TGV chegou a arrematar a companhia em leilão, mas o negócio foi cancelado porque os investidores não apresentaram os recursos suficientes.Em julho de 2006, a Varig foi finalmente arrematada em leilão pela VRG Linhas Aéreas, por US$ 24 milhões. Cinco meses depois já tinha concessão para operar linhas aéreas. Desde então, a companhia passou por um imbróglio com a Anac acerca da redistribuição de rotas da companhia. A empresa sustentava que elas haviam sido congeladas pela Justiça e tentou manter os slots em Congonhas.Por fim, em 28 de março de 2007, a Gol Linhas Aéreas, segunda maior companhia aérea brasileira, anunciou a compra do controle da Varig por US$ 320 milhões. O negócio foi considerado o maior da aviação civil brasileira.Vasp e TransbrasilA Vasp --que já foi uma das maiores companhias aéreas do país-- está em processo de recuperação judicial desde 2005. Atualmente ela não opera, faz apenas manutenção às aeronaves na prestação de serviços. O principal obstáculo para a venda das instalações da Vasp é a discussão com a Infraero (estatal que administra os aeroportos) sobre a retomada de áreas nos aeroportos.No mês passado, a OceanAir fez uma proposta de R$ 15 milhões por ativos da companhia aérea, com pagamento extra pelo aluguel de hangares e aeronaves, e outra de R$ 25 milhões. A Digex propôs R$ 24 milhões.Já a Transbrasil, que parou de voar em dezembro de 2001, deixou mais de 1.000 funcionários sem salários, rescisões e outras verbas trabalhistas. Na ocasião, o passivo trabalhista da empresa era estimado em R$ 50 milhões. A companhia também devia R$ 139 milhões para a Infraero, que cobra a dívida com juros.
Escrito por Mariangela às 15h19
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Filhos programados para odiar
fonte: www.correioweb.com.br
ENTREVISTA - MARIA BERENICE DIAS
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| | A Síndrome da Alienação Parental é um fenômeno que começou a aparecer com freqüência nos tribunais e vem desafiando os profissionais de direito da família. "Programar o filho para odiar", resume a desembargadora Maria Berenice Dias, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, vice-presidente do IBDFam. A desembargadora já publicou diversos livros de direito civil e fez um artigo para a obra Síndrome da Alienação Parental e a Tirania do Guardião (Ed. Equilíbrio). Nesta entrevista ela explica as condições nas quais a síndrome surge e esclarece as conseqüências familiares desse fenômeno.
O que é a Síndrome da Alienação Parental? É um fenômeno que sempre existiu, mas passou a ser estudado a partir da década de 80. É programar o filho para odiar. São situações nas quais se tenta afastar a convivência de um dos pais com o seu filho por meio da implantação de falsas memórias de violência familiar, que teria sido praticada pelo ex-cônjuge, pai ou mãe da criança.
Em qual situação ela aparece? Normalmente com a separação do casal. Se a pessoa está se sentindo traída, abandonada, há uma tendência de querer se vingar do outro. E essa vingança vem na figura dos filhos. Ocorre também quando a pessoa sente que perdeu muito com o processo de partilha de bens. Assim, ela se sente lesada e a tendência é se vingar, afastando da convivência dos filhos o causador daquela dor.
Na prática, como ocorre? Começa com frases como: o pai abandonou porque não gosta de ti, podia pagar mais alimentos, está passeando com a namorada… O uso desses mecanismos e argumentos não tem limites. Com a nova conformação das famílias e o desejo de o pai querer conviver mais com os filhos, têm surgido mais casos. Antigamente não era tão comum. Antes, o pai pagava a pensão e não tinha essa tentativa de aproximação.
Por que o pai ou a mãe reage assim? Por medo de perder o filho ou achar que ele vai gostar mais do outro, da namorada do pai. Ou o pai quer se vingar da mãe que arranjou um namorado.
Quais são os casos mais graves? Uma ferramenta de vingança que vem sido denunciada com grande freqüência são as alegações de prática de abuso sexual. O grave, nesses casos, é que há uma resposta imediata do Judiciário, com a suspensão das visitas. Esse tipo de manipulação é tão prejudicial ao filho quase como se o abuso tivesse acontecido.
A Justiça sabe lidar com esses casos? Precisamos conhecer melhor esses fenômenos, saber quais são as conseqüências sobre a criança. Aparelhar as varas que cuidam de crianças. E que essas denúncias, que não se sabe se existem ou não, sejam submetidas a um acompanhamento imediato. Acho que a Justiça não está preparada para lidar com essa situação perversa, que é o abuso sexual em casa. Falta uma equipe de psicólogos, um ambiente adequado para ouvir a criança.
Quando comprovada a síndrome, quais são as possíveis conseqüências? O Estatuto da Criança e do Adolescente permite que seja imposto aos pais um acompanhamento psicológico. Quando uma mãe, por exemplo, impede a visitação, pode ter combinada uma pena de multa. Por outro lado, aplica-se a pena de multa quando o pai não visita o filho (o abandono afetivo). A solução mais drástica é reverter a guarda em favor daquele que facilita as visitas. |
Escrito por Mariangela às 14h30
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Pontos de cultura defendem profissionalização para ter vida longa
Carolina Pimentel Repórter da Agência Brasil
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Brasília - No início do mês, ao lançar o Programa Mais Cultura, o governo assumiu o compromisso de implantar 20 mil pontos de cultura até 2010, final do mandato do presidente Lula. Hoje, existem 630 unidades desenvolvendo as mais variadas atividades culturais em comunidades carentes. Para quem trabalha nelas, a falta de gerenciamento coloca em risco a continuidade de muitos projetos.
Na opinião de Ariane Porto, coordenadora de comunicação dos pontos A Era da Cultura do Tao, em Campinas (SP), e Educação dos Povos do Mar, em São Sebastião (SP), é preciso se profissionalizar para conseguir recursos próprios.
“As pessoas precisam saber gerenciar. A gente não pode achar que o governo vai querer apoiar a diversidade cultural a vida inteira. Se a gente não transformar [o produto] em valor econômico, vender nossas coisas, a gente não vai ter como se sustentar”, afirma.
O ponto de Campinas capacita técnicos para artes, como maquiador, iluminador e produtor. Já o de São Sebastião promove a cultura caiçara por meio do artesanato, pesca e produção audiovisual.
Para o diretor do ponto Música e Artesanato Marajoara, Paulo de Carvalho, o gerenciamento é importante para os projetos terem vida longa, continuidade. O ponto promove oficinas de cerâmica, bordado, serigrafia e resgate da tradição de folias na Ilha de Marajó, no Pará.
Já Gavin Andrews, do Navegar Amazônia, no Amapá, acredita que o tipo de prestação de contas exigido não condiz com a realidade dos pontos de cultura. “A burocracia não contempla o dinamismo e a diversificação dos pontos”, afirma o cineasta, lembrando que muitos não têm contador ou um conselho fiscal. Instalada em um barco, a Navegar Amazônia leva internet, informática, fotografia e vídeo para comunidades ribeirinhas do Amapá, Pará e Amazonas.
Os coordenadores participaram de um debate sobre a inserção de vídeos produzidos pelos pontos de cultura na programação da nova TV pública, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A coordenadora Ariane Porto defende a criação de um formato com alto padrão de qualidade. Já os representantes do Pará e Amapá acreditam que a inclusão permitirá mostrar o cotidiano do povo da região Norte ao resto do país de maneira mais abrangente, sem estereótipos. |
Escrito por Mariangela às 15h31
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Escrito por Mariangela às 15h19
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Impressionante arte em A4
Peter Callesen é um escultor que trabalha com papel. Em realidade ele utiliza simplesmente folhas de papel A4, possivelmente destas que você tem aí na sua impressora.
Escrito por Mariangela às 14h51
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Casal descobre ser amante um do outro na web e se divorcia
ESSA É PRA PENSAR.
Um casal bósnio, casado, está se divorciando, depois de descobrir que um traía o outro em chats na Internet. Detalhe: eles começaram o relacionamento virtual usando pseudônimos, e só descobriram a verdade quando combinaram um encontro real com os "novos parceiros". Sana Klaric, 27 anos, e seu marido Adnan, 32, usavam os nomes de "Sweetie" e "Prince of Joy" em salas de bate-papo. Conheceram-se e iniciaram uma relação, confidenciando-se mutuamente os problemas que tinham em seu casamento. Os dois, de acordo com reportagem publicada no site Metro.co.uk, estavam convencidos de terem finalmente encontrado sua alma gêmea. Então, resolveram marcar um encontro real para se conhecerem e descobriram a verdade. Agora, o par está em processo de divórcio, e um acusa o outro de ter sido infiel. "De repente, eu estava apaixonada, era maravilhoso, parecia que ambos estávamos amarrados no mesmo tipo de casamento infeliz", contou Sana. "Depois, me senti tão traída", disse. Adnan, continua sem poder acreditar no que aconteceu. "É difícil pensar que Sweetie, que escreveu coisas tão maravilhosas para mim, é na verdade a mesma mulher com quem me casei e que, por anos, não foi capaz de me dizer uma única palavra agradável".
Escrito por Mariangela às 19h21
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A vitória dos enlatados
Governo troca mistura nutricional consagrada há décadas por produtos industrializadosHUGO MARQUES
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| PIONEIRA Há mais de três décadas Clara Brandão criou um composto alimentar que revolucionou a nutrição infantil | A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de “multimistura”. Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vicepresidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. “O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura”, lamenta Clara. Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. “Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo”, ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 – período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País. Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: “Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca”, compara Clara. Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins. Clara acredita que enfrenta adversários poderosos. Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble. “É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada”, ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. “A multimistura ajudou muito”, diz. “Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno.” ISTOÉ procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. “ O multimistura é um programa que não existe mais”, limitou-se a informar a assessoria de imprensa.

Escrito por Mariangela às 21h27
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ONU aprova declaração de direitos indígenas
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Bruno Garcez De Washington
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| Países como Nova Zelândia se opuseram ao tratado |
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, por 143 votos.
O Brasil, que foi um dos defensores da medida, votou a favor. Apenas quatro países votaram contra a proposta: Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
O projeto contou com a abstenção de 11 nações: Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Burundi, Colômbia, Geórgia, Quênia, Nigéria, Rússia, Samoa e Ucrânia.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a aprovação, chamando-a de ''um triunfo para povos indígenas em todo o mundo''.
Ele acrescentou que a votação ''marca um momento histórico no qual países membros da ONU e povos indígenas reconciliaram suas histórias dolorosas e resolveram ir adiante no caminho de direitos humanos, justiça e desenvolvimento para todos''.
Elogios e críticas
A organização britânica de defesa de povos indígenas Survival International saudou a decisão da ONU, mas fez críticas aos países que votaram contra.
''Países como os Estados Unidos e o Canadá disseram julgar a declaração excessivamente abrangente, provavelmente, porque temem que povos indígenas possam reivindicar terras que foram apreendidas. E receiam que isso afete seus interesses políticos e econômicos'', disse à BBC Brasil a pesquisadora Kali Mercier, da Survival International.
De acordo com a representante da Survival, ''os quatro países que se opuseram à proposta adotaram uma postura hipócrita, porque enriqueceram às custas das terras apropriadas dos indígenas.''
Mercier acrescentou que o fato de que países que contam com diferentes grupos indígenas, como Brasil e México, terem votado a favor da declaração e feito campanha por ela ''foi altamente encorajador''.
''Porque eles demonstraram ser capazes de ir além de seus interesses econômicos e de dizer: 'Ok, eles estavam aqui antes e, agora, cabe a nós reconhecê-los como parceiros com direitos iguais'.''
Emendas
Juntamente com o México, a Guatemala e diferentes países africanos, o Brasil propôs emendas ao projeto original.
As emendas tinham o intuito de garantir que a proposta agradasse tanto a países que contam com populações nativas como a grupos indígenas destas nações.
Entre os termos do projeto estão, entre outros, dar garantias de que populações indígenas contarão com direitos iguais aos de outros povos, ainda que levando em conta a sua individualidade.
Outras propostas contidas na declaração são garantir o direito dos povos nativos às suas terras e os recursos nelas contidos, o direito de receber educação em seus idiomas nativos e o veto a operações militares em seus territórios |
Escrito por Mariangela às 21h04
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